Lojas de Ocimar Versolato estão prestes a fechar

As lojas de alto luxo do estilista Ocimar Versolato, abertas há oito meses em pontos sofisticados de São Paulo, Rio e Brasília, estão prestes a fechar as portas. A parceria que deu início ao negócio, entre o estilista e a empresária Sandra Habib, representante da Jaguar no Brasil, chegou ao fim. A grife com cerca de 800 itens - e que exigiu investimentos de R$ 15 milhões para a abertura de sete pontos-de-venda, quatro em São Paulo, dois no Rio e um em Brasília - teve vida curta. Na sexta-feira, os cerca de 300 funcionários da empresa foram comunicados que o negócio estava sendo desfeito. Nenhum dos sócios quis falar sobre o fim da parceria. Segundo informações de uma fonte da empresa, Sandra Habib concluiu que o investimento na abertura das lojas "foi ousado" e não via mais chances de retorno no prazo esperado. Para manter a marca no mercado, a empresária precisaria fazer nova campanha de marketing e promoção, mas não estava disposta a apostar mais nada no empreendimento. As lojas funcionam até o fim do estoque, mas cem funcionários da área administrativa já foram dispensados. A loja do Rio em Ipanema, que estava em imóvel próprio, foi fechada neste sábado. De acordo com um porta-voz, Sandra espera recuperar parte do investimento com a negociação dos pontos-de-venda. Versolato, que comemorou ontem seus 44 anos, vai tentar buscar nova parceria para o negócio, mas, por enquanto, não tem nada em vista. Para o consultor e chefe do departamento de Marketing da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Cobra, oito meses é um tempo curto para um negócio desse vulto dar retorno. "Em geral, o ponto de equilíbrio é atingido a partir dos cinco anos." Outro especialista em varejo, Eugênio Foganholo, lembra que os empreendimentos de luxo exigem sempre aportes em marketing. "É preciso investir muito para lustrar a marca." Representante da Jaguar no País e mulher do presidente da Citroën do Brasil, Sérgio Habib, a empresária vai se dedicar apenas à área automobilística a partir de agora. Embora a direção da Citroën negue envolvimento no negócio de Sandra e Versolato, quase na mesma época em que a associação foi feita, a montadora lançou o C-3 Ocimar Versolato, versão mais sofisticada do modelo compacto fabricado no Rio. A Citroën informa que o carro não vai sair de linha. Desde o seu lançamento, foram vendidos 900 unidades, a R$ 47 mil cada.

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