Llosa fala sobre censura na feira do livro em Buenos Aires

"Ler nos faz livres. Mas, claro, é preciso que exista a condição de que possamos escolher os livros que queremos ler." Estas palavras foram o leitmotiv de A Liberdade e os Livros, aula magistral que o escritor e prêmio Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa proferiu na noite da quinta-feira na Feira do Livro de Buenos Aires. "Sofremos muito por causa das verdades absolutas", disse ele, recordando que, nos tempos da Inquisição, "aqueles que emitiam opiniões diferentes eram queimados".

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2011 | 00h00

Nas semanas prévias a seu desembarque em Buenos Aires, Llosa tornou-se o foco de polêmica quando um grupo de intelectuais aliados do governo da presidente Cristina Kirchner exigiu que o escritor peruano fosse proibido de falar na Feira do Livro. O grupo, comandado pelo diretor da Biblioteca Nacional, Horácio González, junto com o filósofo José Pablo Feinman, argumentou que Llosa realizava frequentes críticas contra o governo, além de ser um "defensor do neoliberalismo".

A presidente tentou moderar os aliados e expressou que não respaldava o abaixo-assinado. Na quinta-feira, Llosa agradeceu a intervenção da presidente e disse que esperava que sua postura "contagiasse seus partidários".

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