Livros sobre futebol atraem mais jogadores que leitores

A intenção era boa: aproveitar a proximidade da Copa do Mundo, que acontece no próximo ano, para abrir uma brecha na Feira de Livros de Frankfurt para obras específicas de futebol. O espaço localizado próximo da entrada do evento, porém, atraiu mais jogadores de pebolim que propriamente leitores. Opções não faltaram ? além de 300 livros expostos (alguns ainda não lançados), o salão do futebol, de dimensões semelhantes às de um campo oficial), oferece ainda exposição fotográfica com momentos históricos, monitores que reproduzem grandes momentos do esporte e, ainda, um salão para debates, ocupado diariamente com bate-papos com jornalistas e ex-atletas. Também as cidades que vão sediar jogos da copa armaram estandes em que oferecem detalhes de seus estádios e pontos turísticos. Para completar, a Fifa armou um estande em que vende produtos relativos ao Mundial. Mas, os freqüentadores estão mais interessados em jogar pebolim ou se enfrentar em times de até cinco. O máximo de aproximação com o livro está em uma brincadeira, em que o visitante tem três chances para chutar uma bola e derrubar um dos três livros colocados em uma estante. Se acertar, leva. A pontaria alemã, no entanto, vem deixando a desejar. Mesmo assim, o mercado editorial continua otimista. ?O futebol sempre foi um assunto interessante na Alemanha?, comenta Markus Wegner, que pertence ao departamento internacional responsável pelo projeto futebol da feira. ?E a proximidade da copa vai aumentar o número de publicações.? Ele conta, por exemplo, que, em 2006, cerca de 200 livros serão lançados no país com referências ao futebol, o dobro do que normalmente ocorre.Os editores, porém, temem que o excesso de títulos não seja acompanhado do interesse necessário. Ou seja, um meio-campo embolado.

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