Livro retrata estilo autoral de Paulo Francis

O jornalista Paulo Francis foi um dos mais importantes de sua geração. De 1957, quando começou a escrever profissionalmente, até morrer, em 1997, comentou nossa cultura e nossa política de forma implacável e carinhosa, lida com prazer mesmo por quem lhe reprovava o estilo e as idéias. O editor-executivo do Estado, Daniel Piza escreveu Paulo Francis - Brasil na Cabeça, 43.º título da coleção Perfis do Rio, em parceria com a Prefeitura, que terá noite de autógrafos hoje, no Jóquei Clube, na abertura da Primavera de Livros. "Achei que seria interessante apresentá-lo às novas gerações. Esses jovens não o leram. Só se lembram vagamente daquele senhor que falava esquisito na televisão, a partir dos anos 80", conta Piza. Paulo Francis era carioca, aristocrata e viveu intensamente os anos dourados no Rio de Janeiro. Só se interessou pelo Brasil já maduro, e, desde então, escreveu para mudar a situação, fosse pelas revoluções de esquerda, fosse pela receita liberal, batendo nas duas e apanhando de ambas. Foi crítico feroz de teatro; depois, comentarista político, fundou o Pasquim com Millôr Fernandes, Ivan Lessa (seus grandes amigos) e outros e, no fim, escrevia sobre tudo duas vezes por semana e falava diariamente na Rede Globo. O perfil que resulta no livro é o de um homem que misturou paixão e razão, nem sempre na dose ou hora certas, mas que se expôs sem medo.

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