Livro recria atentado ao papa

Tudo ocorreu numa fração de segundos. Um homem vestido de branco, abençoa os fiéis com gesto circular com mão direita, enquanto seu jeep avança sobre a multidão que se aglomera na Praça de São Pedro. Num instante, a figura está caída na parte posterior do automóvel, banhada de sangue, e a massa assiste à cena perplexa, sem entender o que teria ocorrido. Assim começa Um Assassino para o Papa ( Ed. Record, 416 págs. R$ 39), romance histórico do jornalista polonês, naturalizado americano, Tad Szulc, exatamente como o fato ocorrido na fatídica tarde de 1981, quando o papa João Paulo II foi atingido pelos disparos do terrorista turco Ali Agca.Passados 20 anos, algoz cumprindo pena e perdoado pela vítima, restam ainda questões. Agca teria agido sozinho? A quem interessava a morte do sumo pontífice? Existem fatos provenientes das investigações que não foram revelados? Morto em maio, Szulc, o biógrafo do papa e de Fidel Castro, acreditava que sim e trabalhou para solucionar tais perguntas. Usando documentos da CIA, Interpol e da polícia italiana, o autor recria a história para contar informações que não foram oficialmente reveladas. No romance, João Paulo transforma-se em Gregório XVII, um papa insatisfeito com as investigações oficiais, que aciona o jesuíta Tim Savage, ex-agente da CIA, para trazer a verdade à tona.

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