Livro investiga "tirania das marcas"

Durante vários anos, a jornalista canadense Naomi Klein cobriu a área de marketing para diversos jornais de seu país. Dessa experiência surgiu o livro Sem Logo - A Tirania das Marcas em um Planeta Vendido (Record, 544 págs., R$ 50). "Logotipos e marcas são o que temos de mais próximo de uma linguagem internacional: a maior parte dos seis bilhões de habitantes da Terra pode identificar o símbolo do McDonald´s ou da Coca-Cola", escreve a jornalista, lembrando que "as marcas não vendem mercadorias, mas uma idéia, um estilo, um conceito, um sonho".Em seu livro, ela nos informa que as primeiras campanhas de marketing em massa surgiram na segunda metade do século 19, quando a publicidade passou a ser usada para informar as pessoas sobre o surgimento das novas invenções - rádio, fonógrafo, carro ... - e, é claro, incentivá-las a aderir às novidades. A partir daí, a autora conta como nasceu o conceito de marca, e como este conceito desenvolveu-se a ponto de se confundir com a própria identidade da empresa - e de conferir status a quem o utiliza.Sem Logo mostra os extremos a que o culto à marca pode chegar. Um exemplo que dá o que pensar é o de Michael Jordan - nome que, por si só, já é uma grife. Em 1992, a Nike contratou o atleta para ser seu garoto-propaganda. O valor recebido por Jordan - US$ 20 milhões - é mais do que a empresa gasta anualmente com seus 30 mil trabalhadores na Indonésia.

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