Livro impresso está em alta

A maior feira de livros do mundo, que todo ano se transforma no maior encontro de editores, chega ao fim hoje, com um recorde de mais de 300 mil títulos exibidos este ano, assinalando uma "renascença do livro", conforme afirmou o diretor do evento Lorenzo Rudolf. Segundo ele, em 52 anos de história, somente duas vezes os números da Feira do Livro de Frankfurt atingiram marca semelhante. Como tem sido praxe nos últimos quatro anos, o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, anunciado dias antes, esteve na abertura do evento. O até então desconhecido escritor chinês Gao Xingjian, que mora em Paris, se viu cercado por centenas de jornalistas durante a entrevista coletiva que concedeu à imprensa. Esta 52.ª edição marca ainda a estréia de Lorenzo Rudolf no comando da feira, que nos últimos 25 anos foi dirigida por Peter Weidhaas. Entre as novidades dessa mudança estão o destaque dado às editoras eletrônicas e seus e-books e também às publicações de histórias em quadrinhos, que nunca tiveram muito espaço em Frankfurt.Fazendo um balanço da edição, Rudolf afirmou que o desempenho das editoras eletrônicas e dos e-books durante a feira demonstrou que este segmento representa uma grande descoberta, um negócio de futuro, e "não uma moda passageira", explicando assim a falta de grandes novidades na área. Segundo ele, a escolha da literatura polonesa como homenageada deste ano, também foi uma medida acertada, contribuindo para ampliar o interesse pela cultura daquele país, pouco difundida na Europa.

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