Keyni Andrade/AE
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Livro 'Galileia' vence Prêmio São Paulo de Literatura

Escritor cearense Ronaldo Correia de Brito ganha Livro do Ano de 2008, com romance publicado pela Alfaguara

Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo, Agencia Estado

04 de agosto de 2009 | 10h33

"Os paulistas vão ter de se esforçar mais." Com essa frase irônica, o governador José Serra encerrou  a cerimônia de entrega do 2.º Prêmio São Paulo de Literatura, em cerimônia realizada no Museu da Língua Portuguesa. Afinal, o escritor cearense Ronaldo Correia de Brito foi o vencedor do Livro do Ano de 2008 com o romance Galiléia (Alfaguara).  A láurea de melhor livro de autor estreante foi para  A Parede no Escuro (Record),  do gaúcho Altair Martins. Cada um recebeu um troféu e um cheque de R$ 200 mil. "Isso prova que o prêmio não é regional", disse ainda o governador, que esteve acompanhado do prefeito Gilberto Kassab e do secretário de Estado da Cultura, João Sayad, na noite de segunda, 3.

 

Trata-se do prêmio que melhor paga no Brasil, o que foi ressaltado pelos dois autores. "Agora, conseguirei quitar a minha casa e, quem sabe, diminuir um pouco as aulas que dou na universidade para me dedicar mais à literatura", disse Martins, considerado uma das melhores revelações da literatura do Rio Grande do Sul. "O escritor necessita de tranquilidade e isso deveria ser também observado por outros governos estaduais", disse Correia de Brito, que vive em Pernambuco. Neste ano, foram inscritos 217 romances, publicados por 75 editoras. Entre os estreantes, havia 13 autores. "Nossa intenção é, de fato, tornar o prêmio em algo escandaloso a fim de chamar a atenção para os livros e seus autores", disse Sayad, cuja secretaria promove o concurso desde o ano passado.

Neste ano, o concurso teve 217 romances de 75 editoras e 13 autores independentes inscritos, segundo informações da Secretaria da Cultura. A primeira edição foi realizada em 2008 e recebeu inscrições de 146 romances de 55 editoras e 19 autores independentes. No ano passado, o vencedor do prêmio de melhor livro foi Cristovão Tezza, por O Filho Eterno, e o melhor livro de autor estreante foi A Chave de Casa, de Tatiana Salem Levy.

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