Divulgação
Divulgação

Livro dá dicas de imagem e estilo para quem quer o poder

'Guia de Estilo para Candidatos ao Poder - E para Quem Já Chegou Lá' mostra que é necessário mais que uma plataforma política para alguém se eleger

Marcio Claesen, estadão.com.br

19 de abril de 2012 | 16h23

No universo da política, é (ou pelo menos deveria ser) necessário defender ideais, lutar pelo que acredita e erguer bandeiras de causas e visões. Só isso basta para chegar ao poder? Quando se vê que o ex-presidente Lula, rumo à sua primeira vitória para presidente da República, preocupou-se com as roupas usadas na campanha e até alinhou os dentes, por exemplo, constata-se que a resposta é não. 

Propondo-se como mapa de condutas de líderes políticos atuais e futuros, o livro Guia de Estilo para Candidatos ao Poder - E para Quem Já Chegou Lá dá dicas importantes nessa guerra, em que a imagem pode superar, de longe, questões ideológicas. 

Dentre os assuntos abordados no livro, da editora Senac São Paulo, estão como se comportar frente às câmeras, que sapato usar, como interagir nas redes sociais, e qual o corte de cabelo mais adequado para cada tipo de rosto (a presidente da República Dilma Rousseff já fez essa lição no caminho ao Palácio do Planalto, inclusive). 

O projeto surgiu pelas mãos da consultora de estilo Milla Mathias que se uniu a Sergio Kobayashi, especialista em campanhas políticas. A eles se juntou a jornalista Luci Molina, responsável por fazer o amálgama entre os dois temas. Diversos profissionais renomados em seus segmentos foram ouvidos com um único intuito: fazer políticos melhor preparados. Como diz Luci, “partimos da premissa que o candidato já tenha uma bandeira a defender honradamente. O que o livro vai fazer é aprimorar seu estilo com dicas e sugestões.”

Organizada em três capítulos - para o candidato homem, para a candidata mulher e um para ambos - a obra faz curiosos apartes para mostrar como repercutiram estilos bastante particulares de alguns chefes de Estado na história. 

Gafes e indiscrições. Engana-se quem acredita que nós brasileiros estamos na linha de frente quando se trata de erros de imagem. “Quando começamos a pesquisar, encontramos uma gama de vexames, imprudências, preconceitos e deslizes lá fora que até ficamos mais conformados com os desatinos brasileiros. No livro temos exemplos, entre outros, de Silvio Berlusconi, que protagonizou tantos vexames e impropérios que poderíamos escrever uma enciclopédia”, conta a autora.

O assunto parece inesgotável e um índice remissivo no livro ajudaria a encontrar mais facilmente os temas abordados, de toda forma ele pode ajudar os aspirantes ao poder ou detentores dele a não se tornarem um novo Berlusconi.

Algumas dicas extraídas do livro

Para os homens:

- Cinto não é porta-trecos. Portanto, nada de pendurar nele celular, rádio, chaves, amuletos, santinhos e outros objetos.

- Michael Jackson era o único homem no planeta Terra que podia combinar sapatos escuros com meias brancas. Essas meias só podem ser usadas com tênis para praticar esporte, e nada mais!

- Ou você usa tênis ou sapato de couro. O que não dá é usar sapatos com solado de tênis de corrida.

- É proibido usar gravata com camisa de manga curta. Apesar de os norte-americanos adorarem, no Brasil, essa combinação NUNCA deve ser usada!

Para as mulheres:

- De baixa estatura: use saltos baixos e médios para não parecer estar tentando se equilibrar em alguma coisa. Tudo deve ser proporcional.

- De quadris largos: evite pulseiras muito grandes, largas e chamativas, pois quando o braço está esticado ao longo do corpo, a pulseira fica bem ao lado do quadril e chama mais atenção para ele.

- De barriga saliente: evite cintos colocados em cima do abdome, pois dão a impressão de que você é a Mamãe Noel. 

Tudo o que sabemos sobre:
LiteraturaPolíticaModa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.