Literatura ibero-americana em questão

Mais de 500 literatos de todo o mundo revisam a partir de hoje, na cidade espanhola de Salamanca, a evolução das letras ibero-americanas, em um congresso que permite conhecer autores da comunidade de língua hispânica.Assim se manifestou a professora da Universidade de Nova York, especialista em literatura colonial Raquel Chan-Rodríguez, durante a inauguração deste 23.º Congresso do Instituto de Literatura Ibero-americana, que se encerra na próxima sexta-feira.Raquel destacou a participação de escritores de países como Porto Rico, "com uma literatura marginalizada devido ao status da ilha", disse. Participam do encontro escritores como a uruguaia Cristina Peri Rossi, os espanhóis Tomás Segovia e Antonio Colinas, o venezuelano Rafael Cadenas, o equatoriano León Febres Cordero, o mexicano Jorge Volpi, a espanhola Elena Pimenta ou o venezuelano Juan Carlos Méndez Guédez. Raquel, que também preside o congresso, ressaltou a presença de autores de origem espanhola, mas que escrevem em inglês e o espaço dado pelo congresso à literatura das mulheres, que vivem neste momento uma "eclosão", segundo ela. Verifica-se também um aumento do número de mulheres que se dedicam ao ensino da literatura. Quase todos os países latino-americanos estão representados no congresso, como Espanha, Brasil, Argentina, Venezuela e México. O Instituto Internacional da Literatura Iberoamerricana, que surgiu no México em 1938 e tem sua sede na cidade americana de Pittsburgh, reúne escritores, professores e investigadores de todo o mundo, celebrando congressos a cada dois anos.

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