Lista de gays mais influentes dos EUA causa polêmica

Uma lista publicada por uma revista americana voltada para o público homossexual causou polêmica ao incluir uma atriz e um âncora da rede CNN na lista dos gays mais poderosos dos Estados Unidos. A revista Out colocou a atriz Jodie Foster e o apresentador Anderson Cooper na relação dos 50 homens e mulheres gays mais influentes dos Estados Unidos.A lista gerou polêmica porque, segundo o jornal britânico The Independent, nenhum dos dois se identificou voluntariamente como gay. A Out colocou os dois em uma fotomontagem na capa do último número da revista e publicou um artigo com o título "We all know which stars are inside the glass closet, so why won´t they come out?" ("Todos sabemos quais estrelas estão dentro do ´armário de vidro´, então por que não assumem?", em um trocadilho com a expressão sair do armário/assumir homossexualidade).Na lista da Out, Anderson Cooper aparece em segundo lugar e Jodie Foster, em 43º. O magnata hollywoodiano David Geffen encabeça a relação, que inclui ainda as comediantes Ellen DeGeneres (3º) e Rosie O´Donnell (6º) e os estilistas Marc Jacobs (8º) e Tom Ford (23º).´Vida assumida´ A revista americana afirma que o chamado "armário de vidro" não é novidade em Hollywood. E acrescenta que Jodie, por todas as informações, já leva uma "vida assumida - dentro de alguns limites".Quanto ao apresentador Anderson Cooper, da CNN, a revista diz que atualmente "a imprensa ainda dá um passe livre a pessoas como (Cooper), ajudando estas pessoas a manterem suas portas de vidro fechadas para que elas possam levar vidas sociais gays, enquanto evitam cuidadosamente a questão".A Out acrescenta que os apresentadores de televisão são "protegidos, mesmo que Cooper tenha sido visto em bares gays de Nova York".O jornal britânico The Independent também faz a sua chamada "Lista Rosa", publicada em uma revista de domingo, em que aponta os homossexuais que contribuem para a vida dos britânicos.Mas, em editorial publicado no domingo, o jornal britânico afirmou que as diferenças nas duas listas "são intrigantes". "Nossa ´Lista Rosa´ é uma celebração - apesar de kitsch - de uma luta que está sendo vencida", afirma o The Independent. "Lista apenas aqueles que já se assumiram."O jornal diz que a sociedade britânica progrediu nos últimos dez anos em direção à igualdade. Mas avalia que a questão continua sendo diferente nos Estados Unidos, "com republicanos, incluindo George W. Bush, prontos para usar a discriminação contra lésbicas e homens gays com fins políticos"."Pelo menos nesta questão, a percepção de que a cultura britânica é mais adulta do que a americana se justifica", conclui o editorial do jornal.

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