Lisette Lagnado é a nova curadora da Bienal de SP

O nome de Lisette Lagnado para ser a curadora da 27.ª Bienal Internacional de São Paulo foi escolhido por uma comissão de especialistas na área, um processo inovador proposto pelo presidente da Fundação Bienal, Manoel Francisco Pires da Costa.A comissão estudou o projeto de três candidatos: e a decisão foi tomada por meio de uma videoconferência realizada ontem. A escolha foi o curador Paulo Venâncio, professor de arte da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a curadora independente Lisette Lagnado, mestre em Comunicação e Semiótica (PUC/SP), doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), a curadora Ana Maria de Moraes Belluzzo, professora de história da arte na Faculdade de Arquitetura da USP e Lorenzo Mammì, diretor do Centro Universitário Maria Antonia. Mammì saiu da disputa, alegando não poder se desligar do seu trabalho no Centro Maria Antonia.Fizeram parte da comissão julgadora a professora de história da arte na USP e ex-diretora da Pinacoteca do Estado Aracy Amaral, o diretor do Museu Nacional de Belas Artes do Rio e ex-curador da Bienal Paulo Herkenhoff, a curadora e coordenadora do Departamento de Arte Moderna e Contemporânea do Museu de Arte de Los Angeles, Lynn Zelevansky, o diretor do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona Manuel Borja-Villel e o diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, João Fernandes.Lisette Lagnado, nascida em Kinshasa, no Congo, e naturalizada brasileira, iniciou sua carreira em 1981 como editora da revista Arte em São Paulo, foi repórter de artes plásticas na Folha de S. Paulo (1990-91). Sua primeira curadoria, A presença do Readymade, no MAC/USP, foi premiada pela APCA (Melhor Exposição do Ano, 1993). Em 1993, fundou, com a ajuda de amigos e familiares do artista, o Projeto Leonilson, com a catalogação de sua obra, uma retrospectiva itinerante e o livro Leonilson. São tantas as verdades (DBA, 2ª edição). Em 1994, publicou o livro Conversações com Iberê Camargo (esgotado) e foi curadora da Sala Especial em sua homenagem na II Bienal do Mercosul (1999), destaque entre suas várias curadorias. Durante três anos, foi Coordenadora do website Programa Hélio Oiticica, que sistematizou cerca de 80% da produção teórica do artista (www.itaucultural.org.br), permitindo que pesquisadores do mundo inteiro pudessem ter acesso a um material inédito. Atualmente é curadora-coordenadora na equipe do Programa Rumos Artes Visuais, Itaú Cultural.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.