Lirismo Lo Fi

O duo Beach House faz dream pop na veia de uma numerosa leva de bandas independentes que prezam pela produção mal trabalhada (lo fi, como dizem), feita nos confins musicais de um estúdio caseiro. Leia-se reverb, muito reverb envolvendo as vozes.

ROBERTO NASCIMENTO , O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2012 | 03h09

Uma bateria eletrônica fazendo ritmos simples, quase toscos, como os que vêm pré-programados da fábrica. E quase sempre guitarras e um órgão dando as únicas cores melódicas ao acompanhamento.

Mas não descarte o Beach House pela indissociável imagem de um hipster magrelo, compondo em um armazém do Brooklyn. Victoria Legrand e Alex Scally são exímios arquitetos de canções. Basta ouvir a já clássica Master of None, que trouxe atenção inicial à dupla, em 2006. Seis anos depois, a estética continua a mesma, mas o ambíguo panorama emocional das canções, em Bloom, o terceiro do Beach House, é descrito com agonizante precisão. É o disco mais sólido, consistentemente triste e belo, da dupla.

BEACH HOUSE

Bloom

Sub Pop

Preço:

US$ 10 (iTunes)

BOM

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