"Linhas Contemporâneas" volta ao Sesc

Depois de uma única apresentação em setembro, o espetáculo Linhas Contemporâneas volta ao palco do Sesc Ipiranga dentro do projeto Outras Danças. A avant-première ocorreu na semana passada, mas o público ainda tem amanhã e dia 26 para conferir as três coreografias independentes que integram o balé: Reticência, Deus lhe Pague e Maria/João.Reticência, de Fernando Machado e Vanessa Macedo, ambos da Cia. de Dança de Diadema, foi inspirada no poema Retrato, de Cecília Meireles. Segundo Vanessa, a peça fala do questionamento humano diante de sua própria imagem no espelho e no tempo."Colocamos em cena momentos angustiantes, outros tensos. Mas há também alegria, como a passagem de nossas vidas", explica a bailarina, responsável pela idéia de reunir no palco as três peças. "Sempre interpretei trabalhos de outros coreógrafos. Há algum tempo senti a necessidade de criar", justifica. Sob a direção artística de Luiz Roberto, Reticência tem uma trilha sonora variada, que inclui de Café Del Maré a Poemas, de Cazuza e Frejat, cantada por Ney Matogrosso. No cenário, três bolas grandes e iluminadas representam as reticências.A segunda coreografia, Deus lhe Pague, de Willy Helm, Alex Soares e Milton Kennedy, integrantes do Balé da Cidade de São Paulo, questiona por meio da dança os temas dinheiro e religiosidade que, para os criadores, representam a busca da felicidade. Desenvolvido a partir de abril do ano passado, o trabalho fez parte do projeto Sarau do Balé da Cidade e ganhou a bolsa de pesquisa Rede Stagium, ainda em 2001. "Essa é a única coreografia que foi apresentada antes de integrar o espetáculo", comenta Vanessa.Uma criação da P.U.L.T.S Teatro Coreográfico, a obra Maria/João, de Marcelo Bucoff e Jorge Garcia, mescla dança e teatro com direito a perna-de-pau e outras peripécias. O sons de Zeca Baleiro, Henri Salvador, Gonzaguinha, Lou Reed e Poesias Sonoras, entre outros, ditam o ritmo do espetáculo. Cada peça tem em média 25 minutos. Após a apresentação, os bailarinos terão um bate-papo com o público sobre o processo de criação. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Sesc.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.