Linha de desmontagem

Desconstrução do pop e da eletrônica marca o festival Sónar, que reuniu 30 mil em dois dias

O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2012 | 03h09

A música incatalogável não é mais coisa de meia dúzia. Mais de 30 mil foram ao Anhembi, no fim de semana, para assistir aos shows do Sónar - Festival Internacional de Música Avançada e Arte New Media (14 mil pessoas no sexta, 16 mil no sábado).

Da junção entre acústico e eletrônico de Ryuichi Sakamoto e Alva Noto (que foi vista como um rito de meditação zen-budista pela plateia), até o abalo violentíssimo do som do Justice, a programação invulgar do Sónar mostrou que as vanguardas se estabeleceram. Com o primeiro show em 3D do País, o Kraftwerk fez (de novo) um concerto histórico, pelo grau de inteligência e criticidade.

Foi um festival que não apelou para as facilidades, ao contrário. Sim, havia um hitmaker, o cantor Cee Lo Green (que mostrou que precisa de um Danger Mouse para ser mais efetivo), mas em geral foi um evento sem anzóis.

O festival trocou atrações de horários sem avisar o público, o que é péssimo. A exigência de Sakamoto para que não houvesse show no palco Village na hora de seu concerto, fez com que a apresentação da Gang do Eletro fosse adiantada em meia hora.

Apesar da boa organização no geral, os atrasos e mudanças deixaram o público confuso. Um melhor planejamento evitaria, por exemplo, que Criolo saísse prejudicado pela concorrência com outro rapper mais requisitado, o anglo-americano Doom, além do Kraftwerk. / COBERTURA DE JOTABÊ MEDEIROS, LAURO LISBOA GARCIA E ROBERTO NASCIMENTO

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