LINGUAGEM FOI CONSTRUÍDA EM INTERCÂMBIOS

Com desenhos, livros, esculturas, fotografias e filmes, Inventing Abstraction relembra o intenso intercâmbio e parcerias entre artistas de áreas diferentes na construção daquela nova linguagem artística.

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2013 | 02h12

Cedido pela Bibliothèque Nationale de France, vê-se um exemplar de A Prosa do Transsiberiano e da Pequena Joana de França, de Blaise Cendrars, um marco na evolução dos livros de artista e exemplifica as conexões e colaborações entre os primeiros abstratos. Apresentados por Appolinaire, o poeta suíço escreveu e a pintora russa Sonia Delaunay-Terk complementou o que os dois chamaram de o primeiro livro simultâneo.

Algumas galerias da exposição individualizam artistas como o holandês Piet Mondrian, dando destaque a pinturas de a partir de 1912 em que deixa a influência cubista e passa para a abstração pura.

O ucraniano Kazimir Malevich é representado por nove pinturas suprematistas nas quais dispensa a ilusão de profundidade e volume e anula também a cor.

Em paralelo à pintura que não representava mais formas do mundo real, o início da segunda década do século 20 registrou o desenvolvimento da música atonal, da poesia sonora e da dança sem narrativa. Inventing Abstraction mostra quanto essas áreas de criação fortaleceram umas às outras na exploração da não objetividade, mudando, com isso, os termos da prática artística. / T.C.

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