Liloye Boubli abre festival em NY

Liloye Boubli, diretora do filme Tangerine Girl, que representou o Brasil em festivais de cinema nos Estados Unidos, volta à carga com o longa Balé Bolshoi: Dois Séculos de História, a Nova Geração. O filme foi selecionado para abrir e fechar o Dance on Camera Festival, no Lincoln Memorial, em Nova York.O evento é organizado pela Film Society of Lincoln Center com a colaboração Dance Films Association, e ocorre há 29 anos. Esta edição recebeu 150 inscrições, apenas 14 projetos foram selecionados e pela primeira vez um filme brasileiro foi selecionado."Esse é um fato inusitado, uma brasileira faz um filme sobre balé e história da Rússia e vai parar em Nova York", brinca a diretora. "Foi uma surpresa para mim entrar nesse festival. Primeiro, porque eles me mandaram um e-mail dizendo ter recebido a minha inscrição; depois, mandaram outro dizendo que o filme foi selecionado com a unanimidade dos jurados e, ainda outro, anunciando que Balé Bolshoi: Dois Séculos de História, a Nova Geração teria a honra de ser exibido na noite de gala e no encerramento."A idéia de realizar o longa surgiu em 1999, quando a diretora assistiu a um dos espetáculos que o Balé Bolshoi estava fazendo em turnê pelo Brasil. "Imagine o espectador como um voyeur, aquele que tem o privilégio de ver o espetáculo das coxias e é convidado a entrar no filme", explica. As imagens foram captadas com uma câmera apenas, em oito dias, no Rio, e em Brasília. "A filmagem foi orgânica, isto é, acompanhou a movimentação dos bailarinos, como se dançássemos com eles."Balé Bolshoi: Dois Séculos de História, a Nova Geração mmescla a história da Rússia e a história do balé. "Minha proposta é entender de que maneira e o porquê desses jovens continuarem dançando no Bolshoi e como sobrevivem diante da crise russa. Descobri que esses dois séculos de história estão baseados na tradição e resistência, na vontade de fazer arte."Os textos sobre o balé e a história russa são assinados por Mario Willmersdorff, pesquisador da Dell´Arte, a produtora que trouxe ao Brasil o Balé Bolshoi e que incentivou o início desse trabalho. Em seguida, o projeto foi inscrito na Lei Rouanet e patrocinado integralmente pelos Correios."Uma curiosidade do longa é a edição de som. Eu mesma a fiz com a autorização do diretor do Balé. A edição foi audaciosa porque não usei a música do momento para dar uma fluição rítmica ou seja, ser agradável aos ouvidos", diz Liloye.

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