Letícia Sabatella vive sua primeira vilã em 'Caminho das Índias'

Atriz diz que cansou de viver boas moças; autora garante que personagem dará muito trabalho na trama

AE, Agencia Estado

13 de janeiro de 2009 | 10h34

Transtornos psicológicos, amores impossíveis e traição. Na novela Caminho das Índias, que estreia na próxima segunda-feira, 19, a autora Glória Perez escalou a atriz Letícia Sabatella para representar o tema traição e também para viver a sua primeira vilã - Yvone - na telinha. Apesar de ela não sair matando ninguém no folhetim, como garante Glória Perez, vai dar muito trabalho para o elenco, principalmente para o empresário Raul (Alexandre Borges), casado com Silvia (Débora Bloch). "A Yvone passará por cima de todos para alcançar o que deseja", garante Letícia que, após tantos papéis de boazinha, está comemorando a oportunidade de ser uma vilã. "É um desafio que, graças a Deus, consegui. Estava cansada do rótulo de boa moça", completa.Dentro do núcleo de personagens com transtornos mentais de Caminho das Índias, Letícia Sabatella terá maior destaque. Sua personagem nunca reconhece que é uma psicopata e tem um comportamento que bate de frente com os costumes sociais dos indianos. "Apesar de a Yvone não assumir seu distúrbio, o público não precisa ter medo dela, a matança da vilã não será como a Flora (Patrícia Pillar) em A Favorita. Ao contrário, a dela será uma matança emocional. Ela é uma doente que usa as pessoas como degraus para alcançar os seus objetivos. Em linhas gerais, ela é a anti-Índia da história", define Letícia.E dentro desse perfil da vilã, a primeira vítima de suas maldades será a amiga de adolescência Silvia (Débora Bloch), que após anos sem re-encontrar a amiga fará de sua presença o maior consolo para o fracasso do seu casamento com o empresário Raul. "A hospedagem na casa da Silvia será um divisor de águas por que o Raul já não está insatisfeito com o casamento. Então, o caminho está mais fácil para as armações da vilã Yvone", conta a atriz, empolgada. A ânsia por poder da vilã é tão grande que até a empresa Cadore - cujo dono é o empresário Raul - ficará estremecida com as armadilhas arquitetadas pela vilã. "Ela é muito ambiciosa e, no posto de amante do Raul, ficará fácil manipular certas coisas, principalmente porque ninguém vê que ela é má."Já deu para perceber que Letícia está empolgada com a primeira vilã, mas não foi desde o início que Glória pensou em lhe dar uma antagonista. "Quando a Glória me convidou, tinha duas opções de personagens para mim, sendo que um deles era para compor o núcleo indiano. Eu amei fazer O Clone, mas eu fui bem sincera com a Glória e disse a ela que cansei de viver boas moças que vivem rezando", desabafou a atriz, que já viveu judia, freira e outras religiosas em cena. "Não que a Índia não seja uma tentação para mim, mas poder fazer uma vilã agora é muito mais interessante. O ator precisa reciclar os personagens, e essa é uma oportunidade que estou recebendo", explica a atriz. As informações são do Jornal da Tarde.

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