Leslie Feist mostra suas diversas facetas em novo disco

Canadense que lança ´The Reminder´ compõe e toca guitarra, piano e banjo

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h12

Leslie Feist é uma cantora ecompositora canadense que ganhou popularidade mundial depois deter a canção Mushaboom, do segundo álbum, Let it Die (de2004), usada numa publicidade de perfume da Lacoste. A Feist quese espraia pelos 50 minutos de The Reminder (Universal) - oterceiro álbum, que sai agora no Brasil -, tem diversas facetas.Todas muito interessantes. Começa que a mulher tem uma voz linda que se sobressai em baladas etéreas; é delicada e emocional,mas não cai na pieguice; e também ganha consistência em outrostemas de andamento mais rápido. As canções, quase todas deautoria dela mesma, sozinha ou com parceiros, são uma maisbonita do que a outra. Além de cantar e compor, ela se acompanhatocando guitarras elétrica e acústica, piano e banjo. A voz de Feist chegou, inicialmente, ao públicobrasileiro dentro do álbum Riot on an Empty Street, de 2004,da dupla norueguesa Kings of Convenience. O timbre suave dacantora deixou impressões de relevo nas canções Know How e TheBuild up. Impossível não notá-la e, conseqüentemente, sentir-seatraído por ela. Depois veio Mushaboom, que só foi lançada noBrasil em coletânea mista. O primeiro, Monarch (Lay YourJewelled Head Down) (1999) só saiu no Canadá e está fora decatálogo. The Reminder é tão bom quanto (ou até melhor do que)Let it Die. Na busca por referências imediatas, há quem arelacione à inglesa Dido, pela maciez do canto e pelas baladasmelancólicas de baixa intensidade. As duas fazem popconfessional e sensual, mas Feist, como as inspiradorasconterrâneas K.D.Lang e Jolie Holland e a americana Norah Jones,junta à receita algumas filigranas de jazzy folk e country. Não quer dizer que Feist tem as colegas como modelo, mas guardadas certas peculiaridades, alguns temas de uma nãodestoam das demais. Além disso, elas têm em comum o fato derepresentarem uma prolífica geração de cantoras compositorastalentosas no universo do pop acessível e doce, que escondegarras afiadas. Canções de The Reminder, como So Sorry, que abre oCD, The Water e The Limit to Your Love são as que mais seassemelham ao estilo de Dido. Noutras, ela tem algo de ChanMarshall (Cat Power). Balada country suingada, com banjo, pianoe metais, 1234 é uma das faixas mais saborosas. Dentre asdançantes, valem destaque o contagiante rock acústico Past inPresent e Sealion, adaptação de See Line Woman (NinaSimone) com acento roqueiro. O nome da música original estágrafado errado nos créditos, mas o CD é tão bom que não é umdetalhe desse que comprometerá a cantora.

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