Leonardo DiCaprio é um invasor de sonhos em 'A Origem'

"O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente", escreveu Sigmund Freud (1856-1939), no livro "A Interpretação dos Sonhos", considerado sua obra prima. Em "A Origem", Christopher Nolan, diretor de "Batman - O Cavaleiro das Trevas" e "Batman Begins", faz da frase do pai da psicanálise a sua máxima. O filme, que tem sua estreia nacional hoje, está no topo das bilheterias americanas há três semanas, desde que entrou em cartaz por lá. Sua arrecadação já passa de US$ 193,4 milhões.

AE, Agência Estado

06 de agosto de 2010 | 09h04

Nolan, que se inspirou no trabalho do escritor argentino Jorge Luis Borges e no conceito de realidades paralelas, conta que vem trabalhando no projeto há alguns anos. "O filme cria um mundo inteiro e pede que o público o siga através de um conjunto complexo de regras. Por isso, levei algum tempo para acertar o roteiro", diz.

Com elenco de peso, o longa acompanha os feitos de Dom Cobb, papel de Leonardo DiCaprio. Como o próprio personagem avisa nas primeiras e misteriosas cenas da produção, seu trabalho consiste em entrar nos sonhos das pessoas e roubar seus pensamentos, segredos e informações pessoais. O serviço é normalmente contratado por homens de negócio em busca de dados sobre seus concorrentes. Para atingir o objetivo, Cobb utiliza uma técnica que lembra os fios e plugues da saga "Matrix", mas nada nesse sentido é muito esclarecedor. Uma combinação de drogas, sons e métodos de despertar faz com que Cobb e sua equipe criem a estrutura do sonho, mas a responsabilidade de povoar o devaneio fica por conta do dono do inconsciente.

Para não despertar, literalmente, alguma desconfiança do sonhador, cada incursão é minuciosamente planejada. Entretanto, uma delas não tem o final esperado. A trapaça é descoberta e Cobb é procurado pelo dono da mente invadida: o empresário Saito. Interessado no trabalho, ele faz uma proposta. Em vez de roubar, Cobb deve plantar uma ideia na mente de Robert Fischer (Cillian Murphy), um jovem que acaba de herdar uma companhia que é rival de Saito. O objetivo é que o rapaz se convença de que deseja se desfazer do negócio. Em troca, além de muito dinheiro, Saito oferece a Cobb uma passagem de volta para seus filhos, nos EUA, e o fim de seus problemas com a Justiça. As informações são do Jornal da Tarde.

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