Leona Cavalli será dirigida por Paulo Autran

No começo do ano que vem, a atriz Leona Cavalli volta aos palcos para atuar em uma comédia leve: Vestir o Pai, peça de Mário Vianna com Carin Rodrigues no elenco. O espetáculo será dirigido pelo ator Paulo Autran e deve estrear em abril. "Acredito que está na hora de sair de personagens intensos e será um grande aprendizado ter a oportunidade de ser dirigida por Paulo Autran", diz Leona. Além disso, em 2002, a atriz ganhou um dos maiores reconhecimentos que um ator poderia desejar. A crítica Maria Tereza Vargas a escolheu para o videodocumentário O Processo Criativo de uma Atriz. O vídeo é o terceiro de uma série que pretende documentar a história do teatro brasileiro e que já teve Cacilda Becker como tema. Leona gravou depoimentos, fez leituras e cenas de peças suas serão incluídas no filme, a ser lançado em janeiro. Esta semana, a atriz embarca para um festival de cinema em Portugal, onde será exibido Amarelo Manga, que acabou de ganhar o Festival de Brasília. Leona interpreta uma garçonete na história. E no ano que vem, Leona vai integrar o elenco de Estação Carandiru, de Hector Babenco, fazendo o papel da mulher de um detento interpretado por Caio Blat. E a televisão? "Estou a fim. Acho que é um grande meio para mostrar seu trabalho para muita gente." Leona explica que não que lhe faltam convites, mas, por enquanto, ela prefere não aceitar. A atriz tem marcado sua carreira pela atuação nos palcos. Em Toda Nudez Será Castigada, ela encarnou a prostituta Geni, um desafio e tanto ao se pensar que antes dela outras grandes atrizes já interpretaram o papel. Mas Leona saiu-se tão bem que se consagrou com prêmios e aplausos do público e da crítica. Neste ano, outro personagem de grandes dimensões lhe foi entregue, Blanche, a atormentada mulher da peça Um Bonde Chamado Desejo, do dramaturgo Tennessee Williams. E mais uma vez, Leona foi aplaudida e elogiada.

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