Lenny Kravitz grava seu melhor disco no Brasil

A vinda de Lenny Kravitz ao Brasil para o festival Live Earth, em julho do ano passado, não apenas presenteou os cariocas com um baita show nas areias de Copacabana como deixou como legado seu melhor álbum desde Are You Gonna Go My Way, de 1993. Após o festival, Kravitz se isolou em uma fazenda perto das encostas cariocas e passou quatro meses digerindo e produzindo seu oitavo álbum de estúdio, It Is a Time for a Love Revolution. "Nos últimos dois anos, eu apenas criei minha filha e tirei um tempo para viajar e relaxar. Ajudou muito criativamente e espiritualmente estar em um local isolado", falou o cantor, em entrevista cedida por sua gravadora.O contato com a natureza selvagem não apenas fez a cabeça de Lenny fluir como a levou novamente ao que ele melhor sabe fazer: rock''n''roll dos anos 1970. "São riffs, batidas e um baixo gordo", revela. Tudo aquilo o que Kravitz aprendeu com Led Zeppelin e seus pares. "Meu último álbum (Baptism, de 2005) foi todo sobre questões pessoais", aponta o músico. O novo trabalho traz uma mensagem bem clara, segundo ele. A ''revolução pelo amor'' pede para que as pessoas foquem suas energias somente em coisas positivas. "Toma muita energia fazer guerras e ser negativo. Se mudarmos esse foco para as coisas positivas da vida, muitas coisas do nosso mundo podem ser mudadas."Novamente, é Kravitz quem toca todos os instrumentos, quem produz e quem escreve as 14 faixas do álbum. Se sua temática discorre pela linha positiva do amor, é culpa de Kravitz. Enquanto o cinismo impera em grande parte da indústria musical, Kravitz prefere seguir o caminho da espiritualidade. "Foi assim que fui criado", justifica.Para fazer jus aos quatro meses passados no Brasil, o novo trabalho de Kravitz estreou na quarta posição no ranking Top 200 da Billboard, marcando um recorde na carreira do artista. Foram 73 mil unidades comercializadas nos Estados Unidos. O lançamento também ficou entre os mais vendidos em mercados como Japão, Argentina e Suíça, além de Top 5 no Canadá, Alemanha, França, Áustria, Holanda e Itália. De lembrança sobre sua passagem pelo País, Kravitz comenta: "A fazenda ficava a quatro horas do Rio de Janeiro. Eu nunca havia visto algo tão lindo. Jardins magníficos, animais selvagens, papagaios sobrevoando sua cabeça. Às vezes você ficava dias sem ver qualquer pessoa. A natureza pode ser incrível quando ninguém mexe nela." As informações são do Jornal da Tarde

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