Leilão de arte contemporânea leva Sotheby's a bater recorde

A Sotheby's promoveu na terça-feira o maior leilão dos seus 268 anos de história, arrecadando um total de 375 milhões de dólares com a venda de obras de arte produzidas após a Segunda Guerra Mundial.

CHRIS MICHAUD, Reuters

14 de novembro de 2012 | 11h09

O maior destaque foi a vibrante tela "No. 1 (Royal, Red and Blue)", de Mark Rothko, arrematada por 71 milhões de dólares. A seminal "Number 4, 1951", com o estilo salpicado que caracterizava Jackson Pollock, saiu por 40 milhões de dólares, um recorde para esse artista.

A Sotheby's disse que o valor total arrecadado foi o maior na sua história, chegando ao teto da estimativa prévia e mostrando o fôlego atual do mercado de arte, que se recuperou rapidamente depois da crise financeira global de 2008.

Outros destaques do leilão foram um Francis Bacon vendido por quase 30 milhões de dólares, um Willem de Kooning que alcançou quase 20 milhões, e um Gerhard Richter de 17,4 milhões.

"Se você quer falar que o mercado está feliz, saudável e bem, bom, aí está", disse o leiloeiro Tobias Meyer, diretor mundial de arte contemporânea da Sotheby's.

O bom resultado do leilão foi impulsionado por colecionadores que há uma semana se fingiram de mortos em leilões de obras impressionistas e modernas.

O andamento da disputa revela a capacidade financeira de colecionadores decididos a arrematarem grandes "troféus" da arte mundial.

O primeiro lance para a tela de Rothko, por exemplo, foi de 28 milhões de dólares, seguido imediatamente por um de 35 milhões. De milhão em milhão, o preço chegou a 56 milhões, até que um interessado -que acabaria sendo o comprador- elevou o lance a 60 milhões.

O preço final, incluindo a comissão, acabou ficando em 71.122.500 dólares, o que é o segundo maior já obtido por uma obra de Rothko num leilão.

A Sotheby's esperava que a tela fosse vendida por 35 a 50 milhões de dólares. Ela estava na mesma coleção desde 1982, e por isso representava uma rara oportunidade para caçadores de troféus artísticos.

Segundo a Sotheby's, 85 por cento dos 69 lotes oferecidos foram arrematados. A atual temporada de leilões termina na quarta-feira, com a venda de obras do pós-guerra e contemporânea pela Christie's.

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