Leia trechos de obras de Manuel Bandeira e Edna O'Brien

Leia trecho de A Luz da Noite (Edna O'Brien) Editora Record

Da Redação,

26 de junho de 2009 | 21h00

Existe uma fotografia da minha mãe ainda muito jovem, com vestido branco, de pé ao lado da mãe dela, sentada ao ar livre, numa cadeira de cozinha, em frente a um pequeno bosque de pinheiros. A mãe dela tem uma expressão grave, os dedos nodosos firmemente cruzados, como se estivesse rezando. Apesar da beleza virginal do vestido branco e da postura obediente, minha mãe já ouvira o chamado sensual do mundo lá fora - e vira a imagem de um navio branco muito ao longe no mar. Seus olhos são assustadoramente doces e belos.

 

 

Leia trechos de Crônicas Inéditas 2, de Manuel Bandeira, editora Cosac Naify

A poesia no Brasil começa com as produções dos catequistas da Companhia de Jesus, autos e poemas avulsos, todos de intenção edificante. A tardia coleta dessas nossas "primeiras letras" fez atribuir quase tudo a JOSÉ DE ANCHIETA (1534-97), de todos os padres o mais dotado de sensibilidade poética. E "será possível deslindar, com absoluta certeza, se o conteúdo dos cadernos de Anchieta é exclusivamente seu"?

 

Apresentação da poesia brasileira (Manuel Bandeira) Cosac Naify

Oscarina representa a estreia em livro do sr. Marques Rebelo. Mas o jovem escritor já era conhecido, e bem cortado, através de contos publicados em revista: esta mesma Oscarina aparecera anteriormente, creio que há uns quatro anos, na Feira Literária; é, portanto, dos primeiros trabalhos do sr. Marques Rebelo, obra talvez dos vinte anos; não obstante, excelente e revelando de pronto o romancista que há nele. Mário de Andrade, no Diário Nacional, Ribeiro Couto, na revista portuguesa Descobrimento, e outros críticos muitos entendidos na matéria filiaram logo o sr. Marques Rebelo na linhagem dos nossos mestres mais admiráveis da novela carioca: Manuel Antônio de Almeida, Machado de Assis, Lima Barreto.

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