Leia trecho de 'Jackie Editora', de Greg Lawrence

"Na Doubleday, mesmo depois de se tornar editora sênior, Jackie perdeu mais batalhas do que venceu no corredor polonês do editorial e do marketing. Ao longo de sua carreira, foram incontáveis os livros que propôs sem que conseguisse o necessário apoio. Ela nunca teve total liberdade na escolha dos livros, embora fosse eventualmente afagada pelos donos do poder, que se davam conta do considerável trunfo que ela representava para a empresa, e não queriam correr o risco de perdê-la. Em certos projetos seus, eles simplesmente aquiesciam para continuar nas suas graças.

O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2014 | 20h48

No caso dos livros cujos direitos Jackie conseguia adquirir, havia outro desafio a enfrentar: despertar o interesse e conseguir o apoio dos representantes de vendas e do departamento de publicidade da própria empresa. Depois de deixar a Doubleday, Sam Caughan descreveria as dificuldades habitualmente encontradas por Jackie e seus colegas: “Veja bem, na verdade, cada livro vem a ser comprado por uma editora mais de uma vez. A primeira vez é na assinatura do contrato. Em seguida, ele sai do horizonte de todo mundo, mas não do editor, durante um ano, dois anos, ou cinco, ou dez anos que o autor leva para escrevê-lo. Vem, então, o momento em que ele volta e, apesar de existir um contrato, que pode ser importante, o livro terá de ser vendido de novo, do ponto de vista psicológico(....). Jackie tratava de seduzir os responsáveis pelas vendas da empresa com telefonemas e memorandos, e até entrava em contato com os compradores das livrarias para promover seus livros."

(Extraído do livro Jackie Editora, de Greg Lawrence, publicado pela Editora Record com tradução de Clóvis Marques)

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