Lei de Fomento apóia mais 17 grupos teatrais

Saiu a lista dos vencedores da 3.ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Dos 98 grupos inscritos para concorrer ao edital do 2.º semestre, 17 foram contemplados e vão partilhar uma verba total de R$ 3.146.793,20, sendo 40% pagos neste ano e o restante somente em janeiro (confira a relação completa). Conhecido como Lei de Fomento, o programa cumpre a lei n.º 13.279, aprovada no dia 8 de janeiro de 2002, fruto de um longo processo de discussões da classe artística, reunida em torno do movimento Arte contra a Barbárie. De acordo com a lei, a cada ano R$ 6 milhões do orçamento da prefeitura, ou o equivalente a esse montante, devem ser destinados a grupos teatrais. As inscrições de projetos para a 4.ª edição estarão abertas entre 2 e 31 de janeiro.Das 17 companhias agora beneficiadas, oito já haviam sido contempladas na 1.ª edição e nove ganham pela primeira vez o benefício. Tal distribuição equânime foi deliberada. "É importante estar atento para equilibrar a continuidade e preservação do que já foi fomentado - e o resultado chegou a um bom termo - e abrir espaços para novos grupos", comenta Kil Abreu, diretor da Escola Livre de Santo André, um dos integrantes da comissão de seleção.Como os benefícios do fomento são intensos para as companhias - aluguel de sedes, publicação de livros, recuperação de acervos estão entre esses benefícios, além da manutenção e renovação de repertórios -, sempre muitos candidatos não contemplados protestam e, não raro, há contestações quanto aos critérios de escolha. "Eles estão muito bem definidos no corpo da lei", argumenta Kil. "Excelência do projeto artístico é um deles, mas também leva-se em conta sua articulação com a comunidade, a chamada contrapartida social." Fácil constatar que, mesmo preenchendo os quesitos necessários, ainda assim alguns grupos vão ficar de fora, a cada semestre, simplesmente porque há menos verba do que demanda de qualidade. "Sim, mas essa é outra discussão, que já vai para a esfera da luta política", afirma Kil.

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