Leão para John Woo e um espanhol brilhante

Jianyu (Reino dos Assassinos), codireção de Su-Chao Ping e John Woo, tem lutas bem coreografadas, mas que não pretendem se bastar a si mesmas - aparecem em função de uma história bem construída. O fio que liga a trama é a busca pelos restos mortais de um monge budista. Reza a lenda que quem detiver as duas metades do corpo do monge, entrará de posse dos segredos profundos do kung fu. Há um conceito trágico que conduz essa busca, com enganos e descobertas inesperadas. É codirigido por Woo que, este ano, recebe o Leão de Ouro pela carreira em Veneza.

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2010 | 00h00

Na seção Horizontes, Guest, do espanhol José Luis Guerín, é uma espécie de diário de filmagem do diretor, que viaja de festival em festival acompanhado de sua câmera. Usa-a como caderno de anotações. Guerín trabalha uma questão: existe diferença entre documentário e ficção?

Coloca o tema no início e parece deixá-lo de lado. Entrevista tipos populares em vários países, Brasil inclusive, onde esteve para a Mostra de Cinema de São Paulo. Faz a festa na Praça da Sé com seus pregadores evangélicos, bêbados, pirados e repentistas. Como inventar ficção mais alucinada que esta? Apenas dois cineastas de verdade são ouvidos - Jonas Mekas e Chantal Akerman. No fim, a questão é retomada da forma mais elegante possível. Isto é, sem retórica, de imagem ou palavra. Filme brilhante.

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