Le Carré admite ter espionado para Grã Betanha

O famoso autor britânico de novelas de espionagem, John Le Carré, 69 anos, admitiu hoje à rede BBC ter realmente exercido a profissão de espião durante a década de 40, quando fornecia ao governo de seu país informações sobre companheiros de estudo em Oxford. "Me sentia como a versão masculia de Mata Hari", declara o escritor. O autor nunca antes havia confirmado o boato corrente de que seus romances de espionagem eram escritos a partir de sua própria experiência. Ele ainda revelou ter ingressado no mundo da espionagem em Berna, capital da Suíça, que aparece em várias de suas obras. "Pediram-me para realizar trabalhos tão triviais que nem teriam alguma importância, mas eu pensava que era o maior espião do mundo", conta com ironia. Ele, em seguida, dedicou-se a espionar estudantes esquerdistas do Lincoln College, em Oxford. "Acreditava-se que os russos, os soviéticos e seus aliados tentariam recrutar militantes entre os estudantes de Oxford no final dos anos 40, como fizeram em Cambridge nos anos 30", completou.

Agencia Estado,

26 de dezembro de 2000 | 15h35

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