Laranjinha e Acerola caem no funk

A primeira temporada da série, exibida há um ano, já mostrava que seria impossível ignorar Cidade dos Homens: palavrões, gente fumando maconha e armas apontadas para a câmera - ou seja, para o telespectador - chocaram o público. E puxaram a audiência para índices estratosféricos: média de 29 pontos e picos de 31, índices gloriosos para uma faixa de horário que costuma dormir na marca dos 24. Os casos mais ou menos ficcionais vividos no morro da favela Dona Marta, no Rio, por Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva), acordaram o telespectador. Agora, eles têm histórias muito mais arrepiantes para contar.A dupla cresceu: estão mais altos, com voz mais grave. O episódio de hoje - o primeiro dos cinco capítulos da nova temporada, que vai ao ar toda terça, sempre às 22h30 - mostra o primeiro baile funk dos meninos. Laranjinha tem 16 anos e vive um adolescente típico, cheio de hormônios em ebulição e com muita vontade de aproveitar a vida. Acerola completou 15 anos e continua sendo o mais responsável da dupla. Louco por música, espera com ansiedade pelo momento do baile para mostrar aos amigos os bondes que está organizando.Na próxima terça é a vez de Dois em Brasília, episódio que conta a viagem dos meninos para a capital do País. O objetivo deles é entregar ao presidente uma carta da ONG que decidiram apoiar. Na seqüência, vai ao ar Tem Que Ser Agora - que fala sobre democracia na praia - e, depois, Os Ordinários - no qual Acerola salva um playboy de afogamento. A temporada termina com Chapa Quente, que conta a história de um primo de Laranjinha que decide abandonar o tráfico."Os garotos estão crescendo e a série está acompanhando essas transformações", explica o diretor Fernando Meirelles, principal idealizador do projeto. "Vamos mostrar a relação deles com as garotas. No próximo ano, já poderemos falar de trabalho, pois estarão com 16 e 17 anos. Nessa idade, todos já trabalham no morro e a família conta com o dinheiro do jovem" Overdose de periferia? Meirelles garante que não. "Temos história para os próximos 150 anos, no mínimo!", brinca.

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