Lágrimas de emoção e sorrisos entre os vencedores

Com a emoção mais controlada, a vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante Octavia Spencer, de Histórias Cruzadas, contou o segredo de sua perfeita interpretação foi não identificar aquele apenas como um papel. "Conversei muito com Viola (Davis) e percebemos que tínhamos de viver realmente o drama daquelas mulheres", disse ela, que lembrou ainda do esforço de seu estúdio, a Disney, de reforçar a propaganda do filme. "É uma história que precisa ser conhecida." Nesse momento, como se lembrasse os momentos passados no palco, Octavia voltou a chorar.

AE, Agência Estado

27 Fevereiro 2012 | 10h48

Em situação diversa, o iraniano Asghar Farhadi, que habitualmente esboça nada mais que um ensaio de riso, abriu um enorme sorriso para os fotógrafos, que registraram sua vitória com o Oscar de melhor longa estrangeiro, por A Separação. Ele voltou a repetir o discurso que fez no palco, em que reforçou a importância da cultura de seu país. "Isso é muito importante no momento em que o Irã é lembrado apenas quando o assunto é guerra", disse.

Brasil no Oscar

Distante do Kodak Theatre, mas com o olho grudado em um enorme telão onde já acontecia uma festa organizada pela Paramount, o brasileiro Rodrigo Teixeira festejou o Oscar de efeitos visuais conquistados por A Invenção de Hugo Cabret. "Tão logo o filme foi anunciado como vencedor, uma gritaria ensurdecedora tomou conta da festa", disse ele, por telefone. Teixeira fez parte da principal equipe responsável pelos efeitos do longa de Martin Scorsese.

Já Mark Bridges, que levou a estatueta de melhor figurino com o filme O Artista, revelou que a produção foi rodada em cores porque havia a possibilidade de alguns mercados se recusarem a projetá-lo em preto e branco.

Gore Verbinski, que levou a estatueta pela animação Rango, contou que uma detalhada pesquisa para chegar aos detalhes do filme. "Tivemos um grande trabalho, que é comum nesse tipo de produção, mas a textura de Rango exigiu um cuidado especial", comentou o veterano diretor, cujo filme é um sucesso mundial - já acumulou cerca de US$ 245 milhões na bilheteria. As informações são do Jornal da Tarde.

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