Ladrão de banco quer negociar devolução de telas de Munch

Um assaltante de bancos norueguês propôs a devolução dos quadros "O Grito" e "Madonna", do pintor EdvardMunch, em troca de uma redução da pena, segundo informou a edição digital do jornal Dagbladet, nesta segunda-feira, 21.David Toska foi condenado em março por um tribunal de Stavanger, no oeste da Noruega, a 19 anos de prisão pelo roubo de 57 milhões de coroas (cerca de 7 milhões de euros) de uma central de distribuição da companhia Norsk Kontantservice AS (Nokas), no qual morreu um agente da Polícia.A Polícia acredita que Toska - que foi detido em Málaga, no sul da Espanha, em abril de 2005 - estaria envolvido no roubo dos famosos quadros do pintor norueguês Edvard Munch de um museu em Oslo, mas ele não foi processado por falta de provas.De acordo com o jornal, Toska quer devolver os quadros em troca de uma redução da pena à qual foi condenado pelo caso Nokas, quando começar o julgamento de apelação, em setembro.Outro tribunal em Oslo condenou em maio três indivíduos a penas de até 8 anos de prisão pela participação no roubo das pinturas de Munch, e liberou outros três. A Procuradoria e os condenados recorreram da sentença.Toska teria entrado em contato com o procurador-geral norueguês, Tor-Aksel Busch, através de seu advogado, Oeystein Storrvik, para negociar a devolução dos quadros, informaram fontes não identificadas ao Dagbladet. O advogado de Toska e o procurador-geral norueguês não quiseram comentar a informação ao jornal. O rouboEm 22 de agosto de 2004, dois homens mascarados e armados entraram no Museu Munch, em Toyen (centro de Oslo), e ameaçaram dois guardas de segurança e os visitantes, levando os quadros "O Grito" e "Madonna".As obras pintadas no final do século 19 continuam desaparecidas, apesar de dois anos de investigação policial e de uma recompensa de dois milhões de coroas (251.921 euros) oferecida pela Prefeitura de Oslo.

Agencia Estado,

21 de agosto de 2006 | 12h54

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