La Fura dels Baus encena "Dom Quixote"

Personagens flutuando no espaço e um coro de homens abriram hoje o primeiro ato de D.Q. Dom Quixote em Barcelona, a ópera multimidia do grupo La Fura dels Baus, com música de José Luís Turina, no Gran Teatro del Liceo. Esta ópera em castelhano, com três horas de duração e três atos é uma encarnação da dolorida passagem do tempo, e nela estão sendo utilizados fragmentos de música eletroacústica composta por internautas que responderam à nova proposta do Fura de fazer teatro digital interativo. O La Fura fez o Quixote barcelonês de la Mancha viajar a um espaço de ficção científica, com projeções de vídeo espaciais. Salpica elementos como pás de moinhos que ficam em uma casa de leilões da cidade financeira suíça de Genebra, no ano de 3014, em meio a objetos vulgares e com uns clientes que querem comprar coisas emblemáticas de uma cultura desaparecida. Aparece em cena a Máquina Localizadora de Antigüidades, um aparato de alta tecnologia, capaz de resgatar a peça do dia para clientes que ignoram o que é um livro, o Quixote de Cervantes. A ação transfere-se para Hong Kong no ano de 3016, um espaço de vertiginosos arranha-céus, no qual, por meio de espelhos, se oferece ao público a possibilidade de observar o esbanjamento de uma produção cultural desse tipo. O espetáculo culmina no terceiro ato com o Quixote e Sancho Pança, com aparência de chipanzé, em Barcelona, em 2005, com a idéia de introduzir a realidade multicultural exterior. Esta ópera de três personagens foi cantada na estréia pelo barítono Ned Barth e pelo baixo Felipe Bou nos papéis de Don Quixote e Sancho Pança, acompanhados de 80 músicos da Orquestra do Gran Teatro del Liceo e 48 cantores do Coro de Cámara del Palau de la Música Catalana. Esta é a primeira ópera original do La Fura dels Baus.

Agencia Estado,

30 de setembro de 2000 | 22h55

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