Kubrick e sua obra-prima de guerra

Dirty Dancing - Ritmo Quente

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2012 | 03h07

16H05 NA GLOBO

(Dirty Dancing). EUA, 1987. Direção de Emile Ardolino, com Patrick Swayze, Jennifer Grey, Jerry Orbach, Cynthia Rhodes, Jack Weston, Jane Brucker.

Jennifer Grey faz garota mimada de Nova York que passa férias com os pais num resort de luxo em Catskills e toma lições de vida com o professor Patrick Swayze. O filme passa-se no começo dos anos 1960, a trilha é pura techno dos anos 80, mas quem disse que o público se preocupou com isso? Grande êxito, o filme pertence à fase de astro de Swayze. Oscar de canção para(I've Had) The Time of My Life. Houve uma sequência em 2004 e, entre os dois filmes, uma série de TV e um musical da Broadway. Reprise, colorido, 100 min.

Python

22H45 NO SBT

(Python). EUA, 2000. Direção de Richard Claubaugh, com Frayne Rosanoff, William Zabka, Dana Barron, Sara Mornell.

A rotina de uma pequena cidade é alterada por série de mortes. Por trás de todas está a serpente do título. Alterada geneticamente, ela virou uma implacável máquina de matar. Disaster movie, uma espécie de Anaconda sem floresta amazônica. Reprise, colorido, 100 min.

Amor Interrompido

0 H NA CULTURA

(Love Interrupted). Canadá, 2009. Direção de Alisson Armstrong e Giselle Portenier.

As histórias de casais que se reencontraram após anos e até décadas de afastamento. Mais do que o viés romântico, a dupla de diretoras fala de família, analisa emoções, sentimentos e o equilíbrio psicológico. Alguns casos mais intensos prendem, e muito, a atenção. Mereceriam filmes inteiros (e até ficções). Reprise, colorido, 41min.

TV Paga

Saneamento Básico - O Filme

16H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 2007. Direção de Jorge Furtado, com Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Tonico Pereira, Paulo José, Bruno Garcia.

Habitantes de uma cidadezinha na serra gaúcha descobrem que não há dinheiro público para resolver o problema de saneamento básico da população, mas há verba para produção de filmes de pequeno orçamento. Grupo que nunca fez cinema improvisa produção na expectativa de conseguir dinheiro e aplicar no que interessa. Um filme que só tem crescido com o tempo. Fala de tudo - política, economia, cinema, afetos - e a produção do filme dentro do filme, uma fantasia de terror, rende momentos ótimos. Reprise, colorido, 112 min.

Meia-Noite em Paris

19H30 NO HBO

(Midnight in Paris). EUA, 2011. Direção de Woody Allen, com Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Michael Sheen, Kathy Bates, Adrien Brody, Léa Seydoux, Carla Bruni.

Leonard Maltin não exagera em seu guia de filmes ao dizer que Owen Wilson é o melhor numa longa série de alter egos de Woody Allen, pelo simples fato de que mimetiza o ator e diretor na tela, sem deixar de ser ele próprio. Na trama, Wilson faz roteirista de Hollywood que vai para Paris com a noiva, em busca de inspiração para escrever o romance de sua vida. Em crise, ele não consegue ir adiante, mas aí, à meia-noite, ocorre algo mágico e o herói retrocede no tempo à Paris de 1920, que era uma festa, com todos aqueles grandes artistas (e escritores). O melhor filme de Woody Allen em anos cresce ainda mais comparado com Para Roma com Amor, em cartaz nos cinemas. Reprise, colorido, 100 min.

Glória Feita de Sangue

20H20 NO TELECINE CULT

(Paths of Glory). EUA, 1957. Direção de Stanley Kubrick, com Kirk Douglas, Ralph Meeker, Adolph Menjou, George MacReady, Timothy Carey, Suzanne Christian.

Na entrevista da página D07, o diretor Joseph Cedar, falando de Beaufort, diz que Glória Feita de Sangue foi uma de suas referências e acrescenta que se trata de um dos grandes filmes de guerra (o maior?) de todos os tempos. Na 1ª Grande Guerra, na França, o comando militar ordena ofensiva que se revela um desastre. Para ocultar o próprio equívoco, a cúpula do Exército seleciona soldados que são levados a corte marcial, sob a acusação de covardia. Kirk Douglas é o advogado que os defende. As trincheiras se opõem aos salões suntuosos do palácio em que ocorre o julgamento. O próprio Kubrick teve seu autor de referência, e foi o austríaco Max Ophuls, cineasta da valsa, que ele homenageia por meio de travellings vertiginosos. O desfecho é daqueles que o espectador carrega pela vida. A mulher que canta na taberna é Christine, futura esposa do diretor, com quem ele viveu até a morte (em 1999 ). Reprise, preto e branco, 86 min.

Star Wars Episódio 6 - O Retorno de Jedi

22 H NO TCM

(Stars Wars Episode VI The Return of the Jedi). EUA, 1982. Direção de Richard Marquand, com Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Anthony Daniels, Alec Guinness, David Prowse.

Fecho da admirável primeira trilogia da série Guerra nas Estrelas, o filme de Richard Marquand virou agora o desfecho da segunda série. Toda a arquitetura dramática - a transformação do pequeno Annakin em Darth Vader e o confronto do vilão com o filho herói, Luke Skywalker - converge para o belo final e o filme virou referência de toda uma nova geração de espectadores. Reprise, colorido, 131 min.

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