Koltès é tema de mostra até dia 10 no Sesc-SP

Como parte da programação do Ano da França no Brasil, o Sesc São Paulo apresenta, de hoje até o dia 10, o evento Especial Koltès, sobre o dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès (1948-1989). O espectador terá a oportunidade de ter uma visão conjunta da obra e saber um pouco mais sobre a vida desse artista de vida meteórica. Peças, leituras dramáticas, exibição de filmes e debates vão tomar palcos e salas de quatro unidades do Sesc: Avenida Paulista, Vila Mariana, Pompeia e Ipiranga.

AE, Agencia Estado

04 de novembro de 2009 | 09h58

Na dramaturgia contemporânea francesa, Koltès foi quem alcançou a mais ampla repercussão mundial - suas 22 peças estão traduzidas em 30 idiomas e foram encenadas em 55 países - e no mais curto espaço de tempo. Segundo o pesquisador brasileiro Luis Cláudio Machado, em 2001 haviam sido vendidos na França 48 mil exemplares de "Na Solidão dos Campos de Algodão", 36 mil de "Roberto Zucco" e 27,5 mil de "Cais Oeste", quando a tiragem de peças girava em torno de 500 exemplares.

A rapidez com que sua obra ganhou os palcos do planeta é surpreendente. Em 1989, ano de sua morte, era realizada a primeira montagem no Brasil de "Cais Oeste", traduzida por Emilio de Biase e dirigida por Marcelo Marchioro. Em 1995, "Roberto Zucco" chega ao palco do Sesc Pompeia dirigida por Beatriz Azevedo; no ano seguinte, Marcos Breda está no elenco de outra montagem desse mesmo texto, sob direção de Moacir Chaves, no CCBB do Rio, e dois anos depois Nehle Franke dirige em Salvador essa que foi a última peça escrita pelo autor, que não chegou a vê-la encenada. "Na Solidão dos Campos de Algodão", também na década de 90, ganhou uma das montagens mais bem-sucedidas brasileiras, com Ricardo Blat e Gilberto Gawronski nos papéis de dois homens.

Catherine Marnas, diretora francesa que encenou várias peças de Koltès, abre hoje a programação com a leitura de algumas cartas dele a seu irmão, e por este editadas em livro, escritas durante suas viagens, que foram muitas, a países como União Soviética, México, Checoslováquia, Nigéria e Brasil, entre outros da África e América Latina. Catherine é também a diretora responsável por uma das montagens da mostra, da peça "O Retorno ao Deserto", que tem Sandra Corveloni num elenco binacional, 14 atores, seis franceses e oito brasileiros.

Amanhã serão exibidos no Sesc da Avenida Paulista dois filmes sobre Koltès feitos por seu irmão. Na sexta será a vez de Otávio Martins realizar uma leitura dramática da peça "A Noite Antes da Floresta", o primeiro solo de Koltès. A programação é extensa e traz peças que só foram vistas em festivais internacionais, como "Combate de Negro e de Cães", e outras ainda não encenadas em solo nacional, como "Tabatabá", montagem dirigida por Philip Boulay com atores baianos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sesc Paulista - Av. Paulista, 119. Tel. (011) 3179-3700. Hoje - 21 h. Leitura de cartas de Koltès, Catherine Marmas e Rita Grillo.

Amanhã - 20 h. Exibição de filmes. "Comme Une Étoile Filante", de François Koltès. Cor, 45 min. Legendas em português. "Chereau/Koltès, Une Rencontre", de François Koltès. Preto e Branco, 31 min. Legendas em espanhol.

Sexta - 20 h. Leitura Dramática. "A Noite Antes da Floresta". Direção de Francisco Medeiros. Com Otávio Martins.

Sábado. Palestras - Vida e obra de Koltès. 15 h - Brigitte Salino, crítica do Le Monde. 17 h - Catherine Marmas e Francisco Medeiros.

Dia 10 - 20 h. Leitura Dramática. "Na Solidão dos Campos de Algodão". Direção de Francisco Medeiros. Com Otávio Martins e Marco Antônio Pâmio.

Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141. Tel. (011) 5080-3000. Sex. e sáb. às 21 h, dom. às 18 h. "O Retorno ao Deserto". Direção de Catherine Marnas. Com Sandra Corveloni e mais 12 atores.

Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822. Tel. (011) 3340-2000. Sáb. às 18h30.

"Tabatabá". Direção de Philip Boulay. Com Mariana Freire e Elmir Mateus.

Sesc Pompeia - Rua Clélia, 93. Tel. (011) 3871-7700. Dom. às 18 h. "Combate de Negro e de Cães". Direção de Philip Boulay. Com AC Costa, Marinho Gonçalves, Carlos Betão e Maria Ventura.

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