KENZO, JOVEM NOVAMENTE

Designers Carol Lim e Humberto Leon captam a essência do estilo francês das ruas

ERIC WILSON , THE NEW YORK TIMES / PARIS , O Estado de S.Paulo

08 de março de 2013 | 02h11

Num domingo de manhã, a multidão de jovens que não perde um desfile de moda na frente de La Samaritaine, a loja de departamentos que há muito deixou de existir e que a LVMH está transformando num hotel de luxo à margem do Sena, era a prova do impulso refrescante dado pelos designers Humberto Leon e Carol Lim à Kenzo.

Os jovens voltaram a se identificar com a marca, porque Lim e Leon, proprietários da Opening Ceremony, souberam estabelecer uma relação forte com eles. Os dois são verdadeiras esponjas culturais, e, para o outono, sob a influência das visitas a templos do Nepal, da Índia e da China, captaram o "estilo das ruas".

No seu desfile, havia paletós de ombros arredondados em jacquard dourado brilhante e cintilantes casacos de fio sintético.

A maioria dos estilistas seria capaz de matar para captar a essência desta agitação generalizada dos jovens contemporâneos, e se Isabel Marant serviu de barômetro do estilo francês das ruas, nos últimos anos, sua coleção de outono sugere que estamos caminhando para um lugar sombrio. Ela mostrou minivestidos pretos e tops de tricô pretos, que marcam a silhueta. E, num toque da tendência punk, algumas saias-envelope pretas com tachinhas.

Guillaume Henry da Carven também explorou o clima de perigo, idealizando uma mulher, como as resenhas disseram num tom preocupante, "num ambiente violento". O cenário, contra um fundo de luzes traseiras de carro numa garagem escura, era espectral, mas havia casacos aconchegantes nas cores pastel azul e rosa. Quanto mais olhava, mais gostava daquelas listras alegres de zebra sobre as camisetas e das bolsas em forma de peixe.

E, finalmente, gritos de aclamação para os estilistas novatos da Paris Fashion Week na divisão de malhas de tricô. Christian Wijinants mostrou seu tratamento inovador dos fios nas malhas tingidas com shibori, algumas sem costuras e feitas com um único fio de lã contínuo. E o libanês Rabih Kayrouz exibiu um desfile de alta classe com ousados vestidos de seda e conjuntos de malhas elaboradas. / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

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