Katia B lança CD 'Espacial' hoje no Studio SP

Lá se vão sete anos desde que Katia B adentrou no mercado musical, com seu disco de estréia. Produzido por Suba, ela logo foi incensada entre as cantoras que propõe uma ?new bossa? com elementos eletrônicos, como fez Bebel Gilberto. Também como a filha de Miúcha e João Gilberto, Katia B estourou mais no exterior com uma bossa carregada de batidas lounge. Em Espacial, seu terceiro CD, viabilizado por edital da Petrobras, ela traz influências dos discos anteriores, mas também pontua evoluções.?É uma evolução do que venho buscando musicalmente, que é a mistura do acústico com o eletrônico. Não de levadas rápidas, mas com a idéia de criar texturas para a música?, diz Katia B, que aponta também seu amadurecimento enquanto cantora e compositora. Apesar da percepção imediata em Espacial de uma música brasileira macia com eletrônica, ela faz questão de frisar que sua sonoridade não é ambient ou chill-out - vertentes eletrônicas mais lentas. Para ela, sua música é mais que isso.?Chill-out e ambient é meio que um fundo musical para uma conversa. As levadas, o andamento do disco, toda proposta mais envolvente, sugerem mesmo essa proposta, mas ela vai além. Meu disco é para ser ouvido, não é apenas pra relaxar?, pondera. E emenda: ?Ele tem assunto?. Pois é com esse ?assunto?, que Katia B chega a São Paulo para o lançamento de Espacial hoje no Studio SP.No palco paulistano ela mostrará sua faceta autoral reafirmada no terceiro álbum, nas canções Canto de Alegria e Vou Te Esquecer, e nas parcerias com Suely Mesquita (Mundo Grande), Fauto Fawcett (Dança do Ventre da Guerra) e Cecília Spyer (Até o Entardecer). Ela aproveita ainda para apresentar os novos arranjos para faixas do segundo CD, como Segredo, Tanto Faz para o Amor e a faixa-título Só Deixo Meu Coração na Mão de Quem Pode. No show, ela também traz duas regravações de clássicos da música brasileira presentes no último disco: Cais, do Clube da Esquina, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, e O Amor em Paz, de Tom Jobim com Vinícius de Moraes.?Minha mãe ouvia muito os mineiros quando eu era pequena. E eu gosto muito dessa coisa do Clube da Esquina, dos arranjos, da beleza das letras. Quando fomos gravar tentamos outras coisas, como Paula e Bebeto, mas aí surgiu Cais que coube bem na minha voz. E isso é uma coisa minha: só regravo quando consigo dar a minha cara?. Sobre a canção de Tom e Vinícius, ela relata: ?O Amor em Paz já tocava em shows e me dava muito prazer em cantar. Fiz um bônus track pro CD que saiu no Japão e ficou tão bonita que entrou nesse disco?.TIM FestivalProva de seu crescimento mundo afora, a cantora e compositora tem presença garantida no TIM Festival, que acontece em outubro deste ano. Katia B estará no palco dedicado às novas divas, nas edições de São Paulo e Rio, ao lado da também brasileira Cibelle e da canadense Feist. A apresentação no Auditório Ibirapuera teve ingressos esgotados no primeiro dia de vendas. ?Estou super feliz de tocar no mesmo dia que a Cibelle?, conta. ?Bebel, Cibelle e eu, somos artistas do Brasil, que desde sempre tem respeito pela música que faz. Não acho que fazemos música pra exportação. Fazemos música brasileira, mas de forma contemporânea?, observa.Katia B. Studio SP. Rua Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena. Hoje, às 23h. Entrada: R$ 20,00 (R$ 10,00 c/ nome na lista). Informações: (11) 3817-5425.

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