Justice, o trovão elétrico

Ajoelhou, tem que dançar. A cruz de néon do duo francês Justice (Xavier de Rosnay e Gaspard Augé) foi um para-raios na beira do Rio Tietê, na madrugada de ontem, no Sónar. O show do Justice é uma missa pagã violentíssima que não deixa ninguém indiferente, uma fenda do tipo Puente Hills rasgando a consciência (e os ouvidos) da plateia.

JOTABÊ MEDEIROS, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2012 | 03h08

"Queremos que em nossos shows haja uma sensação mais elétrica que eletrônica", disseram os músicos em entrevista recente ao Estado, por e-mail. Entre hits que lembram batalhões de bandas punks, como Stress (do disco Cross), e ferrolhos de fortalezas progressivas, como Civilization e Ohio (do mais recente álbum, Audio, Video, Disco), a sensação é de uma tempestade elétrica. Tormenta turbinada por 18 amplificadores Marshall na linha de frente do palco. O Sónar caprichou no volume, e a estrutura tremia. O show deles, desta vez, foi mais dançante e menos sombrio do que sua vinda anterior ao Brasil, em 2008. Sua arte criou um atalho análogo ao heavy metal para a música eletrônica.

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