Júri para ninguém pôr defeito

Em torno ao presidente Steven Spielberg, os diretores Ang Lee e Cristian Mungiu, o ator e diretor Daniel Auteuil, a atriz Nicole Kidman e a diretora Naomi Kawase

O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2013 | 02h09

A pergunta que não cala - por que o 3D no Gatsby de Baz Luhrmann? A profundidade de campo permite ir fundo nos sentimentos ou combina com os fogos de artifício? Sai o filme baseado no livro de Scott Fitzgerald e entra o júri de Cannes. Em torno ao presidente Steven Spielberg, o evento selecionou um júri para ninguém botar defeito. Os diretores Ang Lee e Cristian Mungiu, o ator e diretor Daniel Auteuil, a atriz Nicole Kidman, a diretora Naomi Kawase. Parecia simbólico - na mesa, Spielberg e Ang Lee ficaram bem distantes, como se houvesse o risco de eles brigarem, depois que o autor asiático 'roubou', com As Aventuras de Pi, o Oscar que parecia de Lincoln.

Como é, para ambos, se reencontrarem no júri de Cannes? Lee disse que Spielberg é seu ídolo, Steven retrucou que é um amigo cuja carreira acompanha com muito interesse. E Spielberg acrescentou que o melhor do júri de Cannes é que não tem o clima de campanha do Oscar. Em Cannes o que se celebra não é a competição. É um evento global. Queremos ser surpreendidos."

Para Ang Lee, é importante estar num júri como o de Cannes porque pode colocar no mapa do cinema filmes e diretores que sem esse holofote talvez não tivessem chance.

Daniel Auteuil disse que fez a lição de casa. "Pesquisei os filmes que ganharam a Palma de Ouro e vi que todos são filmes que me formaram. É um privilégio integrar o júri que vai escolher a próxima Palma e prosseguir com essa história."

A expectativa é grande pelo que esse grande júri vai fazer. / L.C.M.

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