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Júnior Suci inaugura a mostra 'Película'

Exposição da Galeria Virgílio é formada por desenhos e dois vídeos realizados entre 2011 e 2012

Camila Molina - O Estado de S.Paulo,

09 de agosto de 2012 | 07h50

Júnior Suci escolheu o desenho para criar uma obra que pulsa entre a representação de gestos pelo traço a grafite e o gosto pelo dramático. Há até sarcasmo e ironia nos trabalhos do artista, sempre criados por meio de linhas fragmentadas e tensas, como ele diz. Mãos, pés e rostos aparecem nos desenhos como "close-ups" de cenas de uma narrativa de pequenas ações e sentimentos no cotidiano.

Obras como partes de filmes, a referência ao cinema é, na verdade, uma afirmação do próprio artista, que acaba de inaugurar na Galeria Virgílio a mostra Película, formada por desenhos e dois vídeos realizados entre 2011 e 2012.

É uma raridade artistas se dedicarem apenas ao desenho, mas por meio de um gênero tão tradicional Júnior Suci vem apresentando uma produção de destaque, tão contemporânea. "Obras sobre papel ainda são rejeitadas em termos comerciais", diz o artista. Desde 2007 ele vem participando de exposições e o ano passado foi um prolífico, com uma exibição individual no Centro Universitário Maria Antonia e com a aquisição de sete de suas obras pelo Museu de Arte Contemporânea da USP. Nascido em Americana, residente em São Paulo, Júnior Suci, de 27 anos, é formado pela Unesp.

O artista conta que cria seus desenhos, que não são "obsessivos", a partir de performances diárias, de "gestos intimistas das pessoas". O próprio Júnior os encarna, os desenha em sequencias. Para citar alguns exemplos, a série Testei Minha Paciência, de 2012, mescla traços em preto e em vermelho de passagens banais, como colocar linha em uma agulha. Já em Película: Me Livrei da Ilusão, o artista o representa se beliscando para acreditar em alguma coisa.

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