Junho é mês da fotografia no Rio

Com a realização do 1.º FotoRio, que abrange quase uma centena de exposições espalhadas por museus, centros culturais, galerias, estações de metrô, centros comunitários e até praças públicas, junho torna-se o mês da fotografia na cidade. A idéia é reunir a produção nacional e alguma estrangeira passada e presente e levantar possibilidade futuras. As mostras abrangem estilos, técnicas e temas para todos os gostos, a começar pela abertura oficial, que foi anteontem: um daguerreótipo igual ao que o imperador d. Pedro II mandou trazer em 1840, foi montado na Praça 15, para repetir a primeira foto que se fez ao sul do Equador, pouco depois de sua invenção, na França."Desde então, o Rio foi pioneiro e o País acompanhou a tendência. O império e os primeiros anos da República tiveram ótimos profissionais registrando os acontecimentos. Nas capitais maiores, como São Paulo e Salvador, também havia quem se preocupasse com essa memória", explica o curador do evento, Milton Guram, coordenador da pós-graduação Fotografia como Instrumento de Pesquisa em Ciências Sociais, da Universidade Cândido Mendes. "Nossa intenção é destacar a foto como bem cultural, sua importância para a formação da memória e da identidade nacional e como pré-requisito da cidadania. Qualquer pessoa só vira cidadão, quando tem sua foto na carteira de identidade."A 1.ª FotoRio foi organizada em tempo recorde, por entusiasmo de Guram e de centenas de profissionais envolvidos nela, dos que expõem aos que trabalham para que as mostras aconteçam. O projeto foi aprovado na Lei Rouanet no fim de 2002, com o valor de R$ 1,5 milhão, mas seus organizadores não conseguiram captar nem um centavo nos primeiros meses do ano.

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