Julianne Moore divulga 'Ensaio Sobre a Cegueira' em SP

Quem diria. Até Julianne Moore, tão acostumada ao assédio em Hollywood, se espanta com o alvoroço de jornalistas e fotógrafos de toda a América Latina na tarde de anteontem em um hotel de luxo em São Paulo. ?Thank you, thank you!?, dizia, tentando encerrar os intermináveis flashes após a coletiva de Ensaio Sobre a Cegueira, novo filme de Fernando Meirelles que estréia dia 12 de setembro. A estrela de As Horas, Hannibal e Longe do Paraíso fez questão de revelar sua empolgação com o Brasil. ?Fiquei tão feliz de ter filmado em São Paulo e conhecer o Brasil que trouxe meus filhos comigo para curtir as férias na Amazônia depois das filmagens.? Julianne é a principal estrela do novo filme do diretor de Cidade de Deus. Adaptação de best-seller do escritor português José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira conta a história de uma súbita doença que, aos poucos, vai cegando a população mundial. Julianne vive a mulher do oftalmologista (Mark Ruffalo), a única do mundo que mantém a visão. A dádiva, no entanto, vira um fardo e a personagem tem que evitar o caos num mundo às cegas. No filme, Danny Glover vive um velho sábio e Gael García Bernal, o ?rei? de caráter duvidoso. A brasileira Alice Braga é uma garota de programa, também central na história. ?Topei o convite do Fernando Meirelles porque gostei do estilo de atuação em Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel. Neles, não vemos atuações, mas pessoas reais. Me propus a me entregar à história, sentir o inesperado. Fiquei nas mãos de Meirelles?, conta Julianne Moore, que encarou cenas fortes, como de estupro, que o diretor resolveu tirar do filme por ter achado pesada demais. ?Fiz grandes amigos aqui no Brasil. A dureza da história não nos afetava no set, pois éramos uma comunidade. Parece que minha segunda casa é o Brasil?, diz a atriz, já envolvida em outros quatro longas, entre eles um drama de Barry Levinson com Tom Hanks, chamado Boone?s Lick, que estréia em 2010. O que mais surpreende em Ensaio Sobre a Cegueira é o trabalho de produção, feito em parceria com o Canadá e o Japão. Os produtores de Meirelles conseguiram esvaziar a Marginal Pinheiros, o Vale do Anhangabaú, ruelas do Centro e a Ponte Estaiada para mostrar uma cidade fictícia imersa num caos absoluto. ?Às duas da manhã dos fins de semana, espalhávamos todo o lixo por aquela área e filmávamos tudo até duas da tarde. Deu trabalho, mas tivemos o apoio total da Prefeitura?, comentou Andréa Barata Ribeiro, produtora. As informações são do Jornal da Tarde.

AE, Agencia Estado

27 Agosto 2008 | 13h14

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