Juíza ordena novo julgamento de acusados de extorquir Travolta

Uma juíza da Suprema Corte das Bahamas ordenou na noite de quarta-feira que seja feito novo julgamento de duas pessoas acusadas de tentar extorquir 25 milhões de dólares do ator de Hollywood John Travolta.

NEIL HARTNELL, REUTERS

22 de outubro de 2009 | 11h44

A juíza Anita Allen declarou anulado o julgamento em curso, depois de um político das Bahamas ter anunciado prematuramente na convenção anual de seu partido, que tinha cobertura ao vivo na televisão e nas rádios, que os dois réus tinham sido absolvidos.

Allen não determinou a data do novo julgamento.

A ex-senadora Pleasant Bridgewater e o motorista de ambulância Tarino Lightbourne foram acusados de tentar extorquir 25 milhões de dólares de Travolta após a morte do filho do ator, Jett, em janeiro, nas Bahamas.

Os réus teriam ameaçado entregar à imprensa um documento assinado por Travolta isentando o motorista de ambulância e seus colegas de qualquer responsabilidade pela morte de Jett, depois de Travolta ter decidido tentar levar seu filho à Flórida de avião para ser hospitalizado, em lugar de levá-lo a um hospital de Freeport.

A convenção política na qual o anúncio precoce foi feito era do Partido Liberal Progressista (PLP), um dos dois principais partidos políticos bahamenses. Bridgewater é filiada ao PLP.

Uma autópsia determinou que Jett Travolta morreu de convulsão durante férias da família no resort Old Bahama Bay.

Durante o julgamento, que durou cinco semanas, Travolta relatou que tentou salvar seu filho fazendo respiração boca a boca, enquanto outro visitante no resort ajudava com compressões em seu peito e usou um desfibrilador em Jett, que foi encontrado inconsciente no chão do banheiro.

Em seu depoimento, o ator relatou que lhe foi dito que, a não ser que pagasse 25 milhões de dólares, o documento seria vendido à imprensa e usado para gerar cobertura jornalística sugerindo que ele seria parcialmente culpado pela morte de seu filho. Jett era autista e sofria convulsões frequentes, conforme o depoimento de Travolta.

Lightbourne e Bridgewater foram acusados de conspiração e tentativa de extorquir dinheiro de Travolta por meio de ameaças, acusações passíveis de punição com pena máxima de cinco anos de prisão. Bridgewater também foi acusada de conluio com extorsão.

O deputado do PLP Picewell Forbes levou centenas de partidários na convenção anual de seu partido ao delírio, depois de anunciar na noite de quarta-feira que "Pleasant é uma mulher livre. Deus é bom, PLP! Pleasant é uma mulher livre! Deus ainda reina, PLP!."

Após o anúncio do deputado, os presentes à convenção começaram a dançar ao som de "Oh Happy Day."

O júri de nove integrantes iniciou suas deliberações na quarta. Vinte minutos antes de a juíza declarar anulado o julgamento, o presidente do júri tinha indicado que os jurados precisariam de mais tempo para chegar a um veredicto.

A juíza Anita Allen expressou preocupação com possíveis erros de conduta dos jurados e com a possibilidade de ter havido comunicações precoces saindo da sala do júri.

Michael Ossi, um dos advogados de Travolta, disse que ficou feliz com a decisão de ser realizado novo julgamento.

Indagado se Travolta retornará para depor no novo julgamento, ele disse: "Vamos cooperar plenamente com a promotoria. Estamos comprometidos em levar isto até o final."

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