Juiz rejeita tese de que família real mandou matar Diana

O juiz responsável pelo inquérito queapura a morte da princesa Diana disse na segunda-feira que nãohá provas de que o ex-sogro dela, o príncipe Philip, tenha"ordenado sua execução". Diana morreu em 1997, em um acidente de carro em Paris, aolado do namorado dela, Dodi Al Fayed, cujo pai, Mohamed AlFayed, acusa a rainha Elizabeth 2a e seu marido, o príncipePhilip, de serem os responsáveis pela tragédia. Mas, depois de passar quase seis meses ouvindo mais de 250testemunhas, o juiz Scott Baker apresentou um sumário em queconsidera que "não há evidência de que o duque de Edimburgo(Philip) tenha ordenado a execução de Diana e não há evidênciade que os serviços de inteligência ou qualquer outra agência dogoverno tenha organizado (o acidente)." O inquérito está dez anos atrasado porque a Grã-Bretanhateve de aguardar o fim do processo judicial francês e dasubsequente investigação policial britânica. Os dois inquéritos policiais concluíram que houve umtrágico acidente, já que o motorista Henri Paul havia bebido eestava em alta velocidade. Mas Mohamed Al Fayed mantém a tese de que o casal Dodi eDiana foi morto por agentes britânicos, por ordem de Philip,porque a família real não queria que a mãe do futuro reitivesse um filho com um outro homem. Legistas descartaram queDiana estivesse grávida de Dodi Al Fayed. Apresentando seu sumário, Scott Baker citou possíveisveredictos que o júri pode definir, mas salientou: "Não cabe avocês concluírem que Diana e Dodi foram mortos num acidenteencenado". Se houve crime, disse o juiz, foi por negligência domotorista Henri Paul, dos fotógrafos que perseguiam o carro daprincesa, ou de ambos. Os 11 jurados também podem decidir que houve morteacidental ou que não há provas suficientes para qualquerconclusão. O juiz também afirmou aos jurados que algumas testemunhasnão disseram a verdade em seus depoimentos. "Um dos traçoslamentáveis deste caso é o número de pessoas que disserammentiras no banco das testemunhas ou em outros lugares",afirmou Baker, citando especificamente o ex-mordomo de Diana,Paul Burrell, que depôs durante três dias.

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