Juiz nega pedido para manter publicações Bloch

O juiz da 5ª Vara de Falências e Concordatas, José Carlos Maldonado, negou hoje o pedido do sócio majoritário da Bloch Editores, Pedro Jack Kapeller, de manter a publicação das revistas da empresa (segundo Kapeller, cinco títulos, sendo a Amiga e a Manchete, as mais vendidas). O advogado de Kapeller, Pedro Bumachar, informou que o pedido deve ser analisado ainda esta semana, para que a circulação das revistas não seja interrompida.Maldonado negou também um pedido para reabrir o prédio onde funcionava Bloch Editores para retirar de lá informações contábeis de outras empresas pertencentes ao Grupo Bloch (a Bloch Som e Imagem, a Gráficos Bloch e a Rádio Federal, de acordo com sua solicitação) e evitar que elas também parem. O juiz informou que, só após um perícia indicada pelo síndico da massa falida, o advogado trabalhista Arnaldo Blaichman, decidirá sobre o deslacre do prédio e a volta da circulação das revistas.Os pedidos foram feitos hoje à tarde em audiência de praxe, em virtude da falência da Bloch Editores, solicitada pelo próprio Kapeller na semana passada. Ele alegou que todas as informações sobre as outras empresas estão em um mesmo computador que está no prédio lacrado, mas não soube dizer se elas ocupam o prédio, que pertence à Bloch Editores, pagando aluguel ou em regime de comodato (sem pagar aluguel).A audiência de hoje teve a participação de Blaichman e do promotor Talma Castelo Branco, representando o Minitério Público. Eles solicitaram informações sobre os passivos e os ativos da empresa, inclusive imóveis de sua propriedade e obras de arte que foram listadas no pedido de concordata, algumas das quais não constam do pedido de falência. Kapeller explicou que estas obras e outros ativos foram vendidos para pagar ações trabalhistas e prometeu entregar nova relação dos imóveis com suas escrituras.

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