Juiz autoriza enterro de Anna Nicole Smith

Um juiz de Los Angeles suspendeu na quarta-feira a ordem que impedia o enterro da ex-coelhinha da revista Playboy Anna Nicole Smith, alegando que a amostra de DNA necessária para que a Justiça determine a paternidade da filha dela já havia sido obtida durante a autopsia. Um juiz da Flórida marcou para quinta-feira uma audiência em que avaliará o pedido para liberar o corpo da ex-modelo ao advogado e companheiro dela, Howard K. Stern, que pretende sepultá-la nas Bahamas. Em Los Angeles, o juiz Robert Schnider havia decidido na semana passada que o corpo de Anna Nicole deveria ser preservado até 20 de fevereiro, quando ocorre uma audiência do processo em que Larry Birkhead, seu ex-namorado, tenta provar que é o pai da filha dela, Dannielynn Hope, de 5 meses. O príncipe Frederick von Anhalt, de 59 anos e casado há 20 anos com a atriz Zsa Zsa Gabor, de 90 anos, também reivindica a paternidade da criança. Morte repentina A pedido de Ronald Rale, advogado de Anna Nicole, o juiz Schnider disse que um legista da Flórida obteve DNA suficiente do corpo dela e, portanto, não há mais motivo para adiar o funeral. "Não havia necessidade de forma alguma em retardar o processo. Queremos ter um enterro adequado, só por respeito a Anna Nicole", disse Rale após a audiência em Los Angeles. Debra Opri, advogada de Birkhead, havia pedido amostras do DNA de Anna Nicole a fim de verificar que os exames de paternidade estão sendo feitos na menina que realmente é filha da modelo, e não em outra criança colocada ali para confundir os resultados. O corpo de Ana Nicole é mantido no IML de Dania Beach, Flórida, desde sua morte repentina, de causas não determinadas, em um hotel-cassino da região. Anna Nicole, ex-stripper, havia feito carreira como modelo, inclusive da marca Guess?. Ela se casou com o milionário empresário do petróleo J. Howard Marshall, aos 26 anos - ele tinha 89. Marshall morreu no ano seguinte, e Anna Nicole passou a última década de sua vida envolvida numa disputa jurídica pela herança, que chegou à Suprema Corte dos EUA.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.