Juiz arquiva acusações de tentativa de extorsão de John Travolta

A ex-senadora bahamense Pleasant Bridgewater e o motorista Tarino Lightbourne eram os acusados

NEIL HARTNELL, REUTERS

06 de setembro de 2010 | 16h34

Um juiz das Bahamas arquivou na segunda-feira, 6, as acusações criminais contra duas pessoas acusadas de tentar extorquir US$ 25 milhões de John Travolta após a morte de seu filho, depois de o ator de Hollywood ter pedido que o caso fosse arquivado.

O juiz Jon Isaacs tomou a decisão depois de o promotor Neil Braithwaite ter anunciado que foi informado por Travolta que ele e sua família acharam melhor arquivar o caso, altamente divulgado, que já lhes teria causado "estresse e sofrimento inacreditáveis."

A ex-senadora bahamense Pleasant Bridgewater e o motorista de ambulância Tarino Lightbourne tinham sido acusados de tentar extorquir US$ 25 milhões de Travolta após a morte de seu filho Jett, de 16 anos, de convulsão, no início de janeiro de 2009, quando a família passava férias nas Bahamas.

Os dois acusados teriam ameaçado entregar à mídia um documento assinado por Travolta no qual este isentava Lightbourne e seus colegas de qualquer responsabilidade pela morte de Jett, depois de o ator ter decidido tentar levar seu filho de avião para a Flórida, em lugar de levá-lo a um hospital em Freeport.

Em outubro do ano passado, outro juiz das Bahamas tinha ordenado um novo julgamento, depois de um político local, colega de partido de Bridgewater, ter anunciado na rádio e televisão local que os réus tinham sido inocentados. Ele fez o anúncio antes de o júri do julgamento ter anunciado formalmente seu veredicto.

O julgamento do ano passado nas Bahamas atraiu interesse intenso da mídia.

Travolta depôs, relatando que tentara desesperadamente salvar a vida de seu filho, fazendo manobras de ressuscitação boca a boca.

Advogados dos réus não fizeram objeções ao fato de o juiz ter arquivado as acusações, mas Lightbourne disse à corte que teria preferido um veredicto de inocente.

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