Judeus reclamam de livros anti-semitas em Frankfurt

Um grupo judeu pediu hoje aos organizadores da Feira do Livro de Frankfurt que fossem retirados livros que consideraram anti-semitas e estavam expostos como parte da feira, cuja ênfase é a literatura árabe. O Centro Simon Wiesenthal, de Paris, disse que permitir que aqueles livros fossem expostos era "uma mancha na imagem" da feira, que é a maior do gênero no mundo. Shimon Samuels, diretor do centro para assuntos internacionais, disse que durante uma volta pela feira hoje ele encontrou livros em árabe sugerindo a destruição de Israel, alegando uma conspiração mundial e exaltando o líder do grupo militante Hamas, Sheikh Ahmed Yassin, morto em um ataque israelense em março.Um editor do Egito, ele disse, tinha um livro exposto prevendo a extinção de Israel em 2021 como uma previsão divina do Alcorão e incluía um CD-ROM para uso de professores em escolas. Outro livro tinha o título The Sins of Jews andJudaism (Os pecados dos judeus e do Judaísmo). "Isso é um abuso, e está é a primeira vez que Feira de Livros de Frankfurt foi abusada deste jeito", disse.Os organizadores da feira disseram que a polícia estava investigando o problema. A feira escolheu o mundo árabe como "convidado de honra" deste ano, e centenas de escritores árabes e figuras culturais devem comparecer ao evento.

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