JF Diorio/ AE
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Judas Priest faz show retrospectivo em São Paulo

Em apresentação de sua última turnê mundial, banda de heavy metal fez dobradinha com Whitesnake

AE, Agência Estado

12 de setembro de 2011 | 10h54

Essa dobradinha já havia se apresentado na mesma Arena Anhembi, em São Paulo, em 2005. Mas os shows de sábado à noite das bandas Whitesnake e Judas Priest tiveram um sabor a mais. Enquanto o primeiro grupo, liderado por David Coverdale, ex-vocalista do Deep Purple, fazia um show protocolar, exibindo sucessos e as músicas do álbum Forevermore, lançado no primeiro semestre deste ano, o segundo procurou fazer uma despedida digna do seu apelido "deuses do metal".

Não que Rob Halford e companhia, do Judas Priest, vão pendurar as guitarras e viver no campo. Nada disso. A banda, inclusive, faz questão de afirmar que possui um novo disco saindo do forno. A apresentação em São Paulo, no entanto, faz parte da turnê Epitaph, um adeus aos grandes shows pelo mundo afora.

A noite roqueira no Anhembi começou com o glam e o hard rock da Cobra Branca. As guitarras afiadas e os gritinhos de Coverdale saíam fracos dos alto-falantes. O público também estava longe dos 25 mil que se reuniriam, mais tarde, para ver os músicos do Judas Priest. O Whitesnake abriu sua apresentação com Best Years, do penúltimo disco, Good to Be Bad, de 2008, que marcou o fim de um hiato de 11 anos da banda.

Era a hora da grande atração da noite. Às 22h11, a bandeira que cobria o palco subiu. E o público, agora por volta de 25 mil pessoas, urrou aos gritos de "Priest! Priest!". Halford surgiu com um sobretudo preto, coberto de espinhos, e os tradicionais óculos escuros. Foram necessários 15 minutos de show até que sua voz conseguisse ser ajustada e se sobressaísse em meio à potência sonora da banda.

Isso enfraqueceu a trinca poderosa selecionada para o início da apresentação: Rapid Fire e Metal Gods, do clássico British Steel (1980), e Heading Out to the Highway, do igualmente clássico Point of Entry (1981). Eram uma amostra de que o show teria um caráter retrospectivo. Vieram, na sequência, a rara Never Satisfied, de 1976, e a mais recente Judas Rising, de 2005. Foi uma viagem de 42 anos pela história da banda - e do metal.

Os clássicos ficaram para o final do show. A arrebatadora Breaking The Law foi inteiramente cantada pela plateia: Halford apenas regeu o coro. Veio Painkiller e a apresentação chegou ao fim, às 23h52. A banda voltou ao palco mais duas vezes. A primeira foi icônica. Glenn Tipton e Richie Faulkner solavam juntos com suas guitarras, o baixista Ian Hill exibia uma dancinha no ritmo da música e Scott Travis esmurrava a bateria com suas baquetas. E, liderando tudo isso, Halford surgiu no palco montado numa motocicleta Harley-Davidson, vestido com outro sobretudo, com lantejoulas prateadas, quepe policial e um chicote nas mãos. Tudo ao som de ótimos exemplos de heavy metal: Electric Eye, Hell Bent for Leather e You've Got Another Thing Comin'.Eles ainda voltaram para mais um bis, com Living After Midnight. As informações são do Jornal da Tarde.

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