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Juca Ferreira nomeia três novos auxiliares de sua nova gestão no Ministério da Cultura

Ministro oficializa no Diário Oficial os nomes de Carlos Brandão no Ibram, Ivana Bentes na Cidadania e Diversidade e Vinicius Wu na Articulação Institucional

Jotabê Medeiros, O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2015 | 15h32

O ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência, Aloizio Mercadante, nomeou nesta terça-feira, 27, no Diário Oficial da União três novos auxiliares do ministro da Cultura, Juca Ferreira. Ivana Bentes assume o cargo de Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Vinicius Gomes Wu é o novo Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, como o Estado adiantara. E Carlos Roberto Ferreira Brandão vai assumir o cargo de presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Carlos Brandão é a nomeação mais controversa. Assume sob protesto da Setorial de Cultura do PT Nacional, que o acusa de ser ligado ao PSDB, tendo inclusive integrado grupo de intelectuais que apoiou a candidatura de Geraldo Alckmin em São Paulo. “Não sou filiado, jamais militei e nem tenho qualquer ligação com partido político”, afirmou o cientista da USP. “Quanto a em quem votei, não acho que seja o caso de publicar, mesmo porque o voto no Brasil é secreto. Acredito que minha indicação tenha sido pelo perfil técnico e não na cota de alguma agremiação de cunho político”.

Ivana Bentes foi criticada pelo motivo oposto ao de Brandão: por ser esquerdista radical. Ela teria inclusive apoiado as táticas de ação dos black blocs durante manifestações de rua no Brasil. Também seria ligada ao grupo Fora do Eixo, que também vai integrar a nova gestão de Juca Ferreira. Ela respondeu aos questionamentos.

"O MinC tem centenas de cargos e funções, então se tiver duas ou três ou dez pessoas de um movimento cultural em uma estrutura desse tamanho não tem problema nenhum, seja do Fora do Eixo ou de qualquer movimento cultural ou social. Não vejo nenhum problema na participação dos movimentos culturais nos governos, é possivel atuar por dentro ou por fora do Estado. Ao contrário, é a sociedade civil e os movimentos que podem qualificar o Estado. Acredito em um Estado-rede que possa ser co-gerido pelos movimentos. Acho que o MinC só tem a ganhar se abrir um canal de participação, co-gestão e mesmo a integração de participantes de movimentos, sejam quais forem", disse, sobre o Fora do Eixo no governo.

Quanto aos black bloc, Ivana afirmou o seguinte: "O Black Bloc é uma estratégia de ação direta e de pressão política. Muitas vezes agem como uma parede de proteção para evitar a repressão e violência contra manifestantes, de forma pacífica e sem armas; nesse sentido, quando o 'bloco negro' faz a proteção dos manifestantes contra arbitrariedades, eu acho legítimo. Quando agem violentamente afastam muitos manifestantes e esvaziam a rua e é ruim. Acho que é uma estratégia que se esgotou. Precisamos de novas linguagens e formas de luta e protestos. Quando agem no sentido de proteger manifestantes da repressão policial de forma pacifica e sem danos às pessoas".

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