Juan Luis Guerra: a salsa cajun

De olho no público hispânico, crescente na cidade desde que milhares de neworleanians deixaram a cidade para nunca mais voltar, em 2005, o JazzFest começa a abrir espaço para a música do mundo. Quem inaugurou a nova fase, com show no Congo Square, no sábado, foi o cantor dominicano Juan Luis Guerra, que fez de um setor do festival uma grande pista de salsas, merengues e bachatas latinas. Guerra é um ídolo em toda a América Latina: ganhou Grammys, reuniu multidões. Com esse background de embaixador informal (sobravam bandeiras da República Dominicana, e o próprio presidente baixou na região), o cantor não se fez de rogado: como um Fidel Castro fashion, adicionou um certo tempero cajun, sulista, à sua música e só falou em espanhol. Seu show no Congo Square foi o mais vitaminado desde a apresentação do The Roots, há dois anos ? os sucessivos shows de bluegrass no local estavam acentuando uma certa tendência ao tédio. Após a festa toda, Guerra terminou indo almoçar no French Quarter.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.